Pregação e pregadores pentecostais? Do que estamos falando? De algum tipo ou classe especial de pregação e pregadores? Não. Pregação e pregadores pentecostais se fundamentam no perfil bíblico da pregação e do pregador da palavra de Deus. Observemos algumas características da pregação e dos pregadores genuinamente pentecostais:
PREGAÇÃO PENTECOSTAL É AQUELA FUNDAMENTADA NA BÍBLIA SAGRADA
Na primeira pregação após o derramamento do Espírito Santo em Pentecostes (At 2.1-4), o apóstolo Pedro fundamentou a sua mensagem nas Escrituras do Antigo Testamento, citando o profeta Joel:
"Então, se levantou Pedro, com os onze; e, erguendo a voz, advertiu-os nestes termos: Varões judeus e todos os habitantes de Jerusalém, tomai conhecimento disto e atentai nas minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vindes pensando, sendo esta a terceira hora do dia. Mas o que ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel: E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos; até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão. Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais embaixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor. E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo." (At 2.14-21)
Pedro citou também os Salmos:
"Porque a respeito dele diz Davi: Diante de mim via sempre o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja abalado. Por isso, se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; além disto, também a minha própria carne repousará em esperança, porque não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, encher-me-ás de alegria na tua presença." (At 2.25-28)
"Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita,até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés." (At 2.34-35)
Estêvão, discorrendo diante dos seus acusadores (At 7.1-53), faz igualmente uso das sagradas Escrituras, citando textos de Gênesis, Êxodo, Levítico, Deuteronômio, Salmos, Josué, Isaías, Jeremias, Amós, Neemias, 1 e 2 Samuel, 1 Reis, 1 e 2 Crônicas e Ezequiel.
Toda pregação genuinamente pentecostal não se fundamenta em sonhos, visões ou revelações, se fundamenta na Palavra. Quando sonhos, visões ou revelações são citados, devem ser analisados à luz das Escrituras.
PREGAÇÃO PENTECOSTAL NÃO É RESULTADO DA DISTORÇÃO OU DA MÁ INTERPRETAÇÃO DO TEXTO SAGRADO
A pregação pentecostal precisa ser fiel ao texto bíblico. Para isso, precisa-se aplicar à interpretação bíblica o método histórico-gramatical, que considera o significado do texto para o escritor e seus destinatários originais. Filipe, o diácono evangelista, foi um grande exemplo de fidelidade à interpretação bíblica:
"Um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Dispõe-te e vai para o lado do Sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto. Ele se levantou e foi. Eis que um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todo o seu tesouro, que viera adorar em Jerusalém, estava de volta e, assentado no seu carro, vinha lendo o profeta Isaías. Então, disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha-o. Correndo Filipe, ouviu-o ler o profeta Isaías e perguntou: Compreendes o que vens lendo? Ele respondeu: Como poderei entender, se alguém não me explicar? E convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: Foi levado como ovelha ao matadouro; e, como um cordeiro mudo perante o seu tosquiador, assim ele não abriu a boca. Na sua humilhação, lhe negaram justiça; quem lhe poderá descrever a geração? Porque da terra a sua vida é tirada. Então, o eunuco disse a Filipe: Peço-te que me expliques a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro? Então, Filipe explicou; e, começando por esta passagem da Escritura, anunciou-lhe a Jesus." (At 8.26-35)
Distorcer ou interpretar de forma equivocada as Escrituras é um ato irresponsável e inaceitável para um pregador pentecostal. Com o propósito de agradar e de manipular as massas, muitos absurdos estão sendo ditos e pregados em nossos púlpitos, sob a alegação de estar sendo pregada a genuína mensagem de Deus.
Um caso típico é a exposição do Salmo 68.4.
Ao tentar falar da possibilidade da “ação imediata de Deus”, alguns pregadores utilizam geralmente a seguinte expressão: “A Bíblia diz que o seu nome é Já”.
A Bíblia diz isto? Em qual texto?
O fato é que o Salmo 68.4 (e outros textos), nas versões mais antigas da Bíblia foi traduzido da seguinte forma:
“…pois o seu nome é JÁ”.
Observe que nas traduções mais antigas o termo foi traduzido com as duas letras (J e A) na forma maiúscula.
JÁ é uma forma contraída de Yahweh (um dos nomes de Deus no hebraico). O termo ocorre muitas vezes no Velho Testamento. Esta forma contraída entra na composição de diversos nomes próprios bíblicos, e na formação da palavra Aleluia, que significa “louvado seja Yah” (Sl 150.1,6).
Nas versões mais recentes a tradução JÁ, JÁH ou YAH foi trocada por “SENHOR” (ARA) e “JEOVÁ” (ARC);
“Cantai a Deus, salmodiai o seu nome; exaltai o que cavalga sobre as nuvens. SENHOR é o seu nome, exultai diante dele.” (Sl 68.4, ARA)
“Cantai a Deus, cantai louvores ao seu nome; louvai aquele que vai sobre os céus, pois o seu nome é JEOVÁ; exultai diante dele.” (Sl 68.4, ARC)
Deus faz as coisas “Já” se quiser? É claro que sim, mas, não é isto que os textos onde aparece a contração “JÁ”, “JÁH” ou “YAH” significa.
Este é um, de tantos outros exemplos que poderíamos citar (Jó 42).
PREGAÇÃO PENTECOSTAL É SIMPLES E PODEROSA
O propósito da pregação é comunicar a verdade de Deus. Comunicação só acontece quando a mensagem emitida é recebida e compreendida pelo receptor. Todos os grandes pregadores pentecostais, por mais cultos e inteligentes que foram, falaram com simplicidade, clareza e poder para os seus ouvintes. Sobre isso escreveu Paulo:
"Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus. " (1 Co 2.1-5)
Apesar de seu vasto conhecimento teológico, o apóstolo Paulo não se preocupava em demonstrar erudição, intelectualismo ou qualquer outra qualidade acadêmica. Seu interesse estava em pregar com simplicidade, clareza e poder a palavra de Deus.
É lamentável ver nos dias atuais, em decorrência de algum nível de formação acadêmica por parte de pregadores, muitas pregações se transformando em meras exposições intelectuais. Pura verborréia acadêmica e teológica, destituídas de graça e poder do Espírito.
A pregação pentecostal deve ser simples e poderosa, clara e profunda. Trata-se aqui de um poder e de uma profundidade que alcançam o intelecto, tocam as emoções e direcionam a vontade humana.
PREGADORES PENTECOSTAIS NÃO BUSCAM A PRÓPRIA GLÓRIA
Em plena sociedade do espetáculo, influenciados por uma cultura narcísica, muitos pregadores buscam ansiosamente pela glória do púlpito.
Os referenciais bíblicos são mais uma vez necessários, para que toda uma geração de novos pregadores possa retornar à palavra, tendo-a como modelo e referência para o ministério da pregação.
Observemos o exemplo de Pedro:
"No dia imediato, entrou em Cesaréia. Cornélio estava esperando por eles, tendo reunido seus parentes e amigos íntimos. Aconteceu que, indo Pedro a entrar, lhe saiu Cornélio ao encontro e, prostrando-se-lhe aos pés, o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Ergue-te, que eu também sou homem." (At 10.24-26)
Pedro, o primeiro a pregar após o derramar do Espírito em Pentecostes, com um ministério marcado por curas e libertações, ao ser recebido pelo centurião Cornélio, foi adorado pelo mesmo, mas não alimentou tal atitude, pelo contrário, ordenou que se levantasse, pois era homem tanto quanto ele, falho imperfeito e limitado. Pedro entendia que era a graça de Jesus que operava por sua vida. Hoje, ao contrário de Pedro, muitos pregadores buscam adoradores para si mesmos.
Paulo não fica atrás em termos de exemplo:
"Em Listra, costumava estar assentado certo homem aleijado, paralítico desde o seu nascimento, o qual jamais pudera andar. Esse homem ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos e vendo que possuía fé para ser curado, disse-lhe em alta voz: Apruma-te direito sobre os pés! Ele saltou e andava. Quando as multidões viram o que Paulo fizera, gritaram em língua licaônica, dizendo: Os deuses, em forma de homens, baixaram até nós. A Barnabé chamavam Júpiter, e a Paulo, Mercúrio, porque era este o principal portador da palavra. O sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trazendo para junto das portas touros e grinaldas, queria sacrificar juntamente com as multidões. Porém, ouvindo isto, os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgando as suas vestes, saltaram para o meio da multidão, clamando: Senhores, por que fazeis isto? Nós também somos homens como vós, sujeitos aos mesmos sentimentos, e vos anunciamos o evangelho para que destas coisas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles; o qual, nas gerações passadas, permitiu que todos os povos andassem nos seus próprios caminhos; contudo, não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo o vosso coração de fartura e de alegria. Dizendo isto, foi ainda com dificuldade que impediram as multidões de lhes oferecerem sacrifícios." (At 14.8-18)
Assim como nos dias de Paulo, multidões diariamente desejam "sacrificar" aos pregadores da atualidade. A mentalidade idólatra é a mesma. O pior é que muitos aceitam e promovem o sacrifício a si mesmos. Em vez de impedir as multidões, incentivam as mesmas. Quanto mais idolatrados, mas gostam, mas querem, mais desejam.
Que os pregadores pentecostais da atualidade possam aprender com os grandes exemplos de Pedro e Paulo.
PREGADORES PENTECOSTAIS NÃO MANIPULAM A CONVERSÃO DE VIDAS
É provável que em algum momento de sua vida, ou você testemunhou, ou foi vítima de um pregador manipulador.
Pregadores manipuladores entendem, que a "confirmação" da autenticidade e da espiritualidade da mensagem que pregam depende exclusivamente dos resultados imediatos. Dessa forma, fazem de tudo, usam de todos os artifícios possíveis para que vidas venham à frente diante do seu apelo. Eu mesmo já vi muita coisa desse tipo. Como exemplo, posso citar casos onde o pregador mandou que os visitantes ficassem de pé, dirigindo a palavra para eles, para em seguida tentar de forma clara constrangê-los a vir à frente. Em alguns casos, já vi pregador orientar para que os irmãos arrastassem pelos braços os não crentes.
Pregadores pentecostais precisam entender, que os resultados de uma pregação genuinamente pentecostal nem sempre são imediatos. Há muitas vidas que não aceitam o apelo do pregador, mas levam consigo a mensagem no coração, para futuramente se converterem ao Evangelho de Jesus. O pregador só precisa ter a consciência que orou, estudou a Palavra e colocou a mensagem sob a direção do Espírito.
Quando lemos nas Escrituras o registro da primeira pregação pentecostal, encontramos lá o seguinte trecho:
"Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar. Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas." (At 2.36-41)
Extraímos do texto acima as seguintes lições:
- Pregadores pentecostais não pregam o que as pessoas gostariam de ouvir. Pregam o que elas precisam ouvir, possibilitando dessa forma, que tomem consciência da sua condição de pecadores;
- Pregadores pentecostais não pregam apenas às emoções de seus ouvintes. Pregam também à sua vontade e intelecto;
- Pregadores pentecostais simplesmente pregam. A palavra deve ser aceita pelos ouvintes, e não imposta aos ouvintes.
Preguemos dessa forma, e deixemos que o Espírito Santo trabalhe no coração dos nossos ouvintes.
PREGADORES PENTECOSTAIS NÃO TENTAM MANIPULAR O PODER E O MOVER DO ESPÍRITO
A manipulação do poder do Espírito é algo impossível de ser realizado. Os homens podem ser manipulados, mas o Espírito nunca. Com o objetivo de demonstrar poder e autoridade espiritual, alguns pregadores usam e abusam das mais estranhas práticas, fazem e falam as mais absurdas bobagens. Pulam, gritam, choram, riem, deitam, correm, afirmam estar vendo anjos e fogo, profetizam, agonizam, tudo isso para tentar impressionar o público, que quando ingênuo, acaba acreditando no que falam, e fica admirado com o que observa.
Não estou afirmando que o pregador deve ser uma máquina no púlpito, que não pode expressar suas emoções e sentimentos. Falo é dos exageros das pseudas demonstrações de poder. Um exemplo de pregação poderosa pode ser vista em Atos 10.44-46:
"E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus. "
Pregadores pentecostais não precisam tentar manipular o poder do Espírito. Só precisam pregar no poder do Espírito.
PREGADORES PENTECOSTAIS NÃO PREGAM APENAS ÀS MULTIDÕES
Na sociedade do espetáculo, quanto maior o público, melhor. Pregadores genuinamente pentecostais pregam para cem mil ouvintes, e com a mesma motivação pregam para apenas um ouvinte.
O diácono e evangelista Filipe foi um pregador pentecostal que atraiu multidões:
"Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo. As multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava. Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados. E houve grande alegria naquela cidade." (At 8.5-8)
Na hora que precisou deixar as multidões, para na direção do Senhor pregar a um só homem, Filipe não esitou e nem desanimou. Cumpriu com humildade e excelência a tarefa que lhe foi dada:
"Um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Dispõe-te e vai para o lado do Sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto. Ele se levantou e foi. Eis que um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todo o seu tesouro, que viera adorar em Jerusalém, estava de volta e, assentado no seu carro, vinha lendo o profeta Isaías. Então, disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha-o. Correndo Filipe, ouviu-o ler o profeta Isaías e perguntou: Compreendes o que vens lendo? Ele respondeu: Como poderei entender, se alguém não me explicar? E convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: Foi levado como ovelha ao matadouro; e, como um cordeiro mudo perante o seu tosquiador, assim ele não abriu a boca. Na sua humilhação, lhe negaram justiça; quem lhe poderá descrever a geração? Porque da terra a sua vida é tirada. Então, o eunuco disse a Filipe: Peço-te que me expliques a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro? Então, Filipe explicou; e, começando por esta passagem da Escritura, anunciou-lhe a Jesus. Seguindo eles caminho fora, chegando a certo lugar onde havia água, disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que seja eu batizado? {Filipe respondeu: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.} Então, mandou parar o carro, ambos desceram à água, e Filipe batizou o eunuco." (At 8.26-38)
Pregadores pentecostais podem até atrair multidões, mas não se apegam à elas.
Que o Senhor, neste início de século, levante muitos pregadores genuinamente pentecostais para uma grande semeadura, e para uma maravilhosa colheita em todo o mundo!
Neste blog quero mostrar um pouco da igreja do Parque Bela Vista, nosso foco,e preocupação com a pregação da palavra. Como pastor desta igreja sinto a grande responsabilidade que pesa sobre mim, e com a graça de Deus e dedicação nos estudos procuro ministrar a palavra com consciência, temor e tremor.
quarta-feira, 16 de março de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
CREIO…MAS NÃO ACREDITO
O Credo Apostólico e algumas de suas desconstruções e distorções na igreja pós-moderna.
Creio em Deus Pai Todo-Poderoso criador do céu e da terra…
Mas não acredito no deus coadjuvante da teologia da prosperidade, o deus desesperado procurando agradar para ser aceito, como alguém com problema de auto-estima. Também não creio no deus totalmente submisso de algumas teologias em voga, um deus refém do nosso livre-arbítrio. Ou ainda, um deus que não é soberano para quem o futuro é tão incerto quanto para qualquer um de nós, por isso nos chama para uma parceria nessa construção do futuro.
Creio em Jesus Cristo, Filho unigênito…
E em seu ministério terreno: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo e nos confiou a palavra da reconciliação” 2Co.5.18.
Mas não acredito, e me recuso a fazer parte da confraria dos pregadores sem dono. Esses mesmos que saem por aí com uma Bíblia, uma toalhinha, uma roupa chamativa e um monte de frasesinhas feitas (digo ocas) na cabeça (idem). Cheio de motivações torpes, dentre as quais se destaca o avivamento “caça-níquel-com-prazo-de-validade”. A Bíblia, mero detalhe… A toalhinha faz parte da performance, no fim das contas a mensagem é só para garantir o retorno nas próximas festas, e a oferta, bom deixa pra lá…
Creio no Espírito Santo…
E na continuidade de seus dons e na distribuição conforme lhe apraz. Mas não acredito nas “profetadas”, coisa mais patética! Às vezes infestam nossos cultos “sem poder” (digo o culto) da forma mais monótona. Antigamente havia pelo menos certo “clima”, não importa se era forjado (digo o clima), hoje não tem nem clima vai à seco mesmo, é só começar um “zum-zum-zum” e lá está o tal profeta “eis que digo: tenho me agradado…” do que ? Perguntar não ofende…
Creio na Santa Igreja universal…
Mas não acredito na igreja que rompeu de vez com o sagrado, cujo culto está mais para programa de auditório, às vezes até daqueles bizarros, adorando o grande “deus entretenimento”, como bem disse A.W.Tozer. Também não acredito na igreja imperial que vive somente para se manter ou manter a cúpula, no fim é a mesma coisa. Não creio na igreja que perdeu o propósito de ser “coluna e esteio da verdade” para ser mais uma divulgadora dos best-sellers de auto-ajuda, ao invés de buscar ajuda do alto. Não acredito nas igrejas de nomes imponentes, que só expressam a megalomania dos seus lideres, puro marketing!
Creio na comunhão dos santos…Sim, creio na comum unidade da Igreja, mas não acredito na comunidade das picuinhas intermináveis, sempre pelos motivos mais banais, claro, gente rasa não briga por coisas profundas. Os conteúdos estão fora de qualquer questão, o que incomoda mesmo são as aparências, os rótulos e os formatos. Como bem cantou João Alexandre “ali ninguém conhece a essência, tão somente a aparência de viver em comunhão”.
Àquele que não nos confunde seja a Glória para Sempre!
Creio em Deus Pai Todo-Poderoso criador do céu e da terra…
Mas não acredito no deus coadjuvante da teologia da prosperidade, o deus desesperado procurando agradar para ser aceito, como alguém com problema de auto-estima. Também não creio no deus totalmente submisso de algumas teologias em voga, um deus refém do nosso livre-arbítrio. Ou ainda, um deus que não é soberano para quem o futuro é tão incerto quanto para qualquer um de nós, por isso nos chama para uma parceria nessa construção do futuro.
Creio em Jesus Cristo, Filho unigênito…
E em seu ministério terreno: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo e nos confiou a palavra da reconciliação” 2Co.5.18.
Mas não acredito, e me recuso a fazer parte da confraria dos pregadores sem dono. Esses mesmos que saem por aí com uma Bíblia, uma toalhinha, uma roupa chamativa e um monte de frasesinhas feitas (digo ocas) na cabeça (idem). Cheio de motivações torpes, dentre as quais se destaca o avivamento “caça-níquel-com-prazo-de-validade”. A Bíblia, mero detalhe… A toalhinha faz parte da performance, no fim das contas a mensagem é só para garantir o retorno nas próximas festas, e a oferta, bom deixa pra lá…
Creio no Espírito Santo…
E na continuidade de seus dons e na distribuição conforme lhe apraz. Mas não acredito nas “profetadas”, coisa mais patética! Às vezes infestam nossos cultos “sem poder” (digo o culto) da forma mais monótona. Antigamente havia pelo menos certo “clima”, não importa se era forjado (digo o clima), hoje não tem nem clima vai à seco mesmo, é só começar um “zum-zum-zum” e lá está o tal profeta “eis que digo: tenho me agradado…” do que ? Perguntar não ofende…
Creio na Santa Igreja universal…
Mas não acredito na igreja que rompeu de vez com o sagrado, cujo culto está mais para programa de auditório, às vezes até daqueles bizarros, adorando o grande “deus entretenimento”, como bem disse A.W.Tozer. Também não acredito na igreja imperial que vive somente para se manter ou manter a cúpula, no fim é a mesma coisa. Não creio na igreja que perdeu o propósito de ser “coluna e esteio da verdade” para ser mais uma divulgadora dos best-sellers de auto-ajuda, ao invés de buscar ajuda do alto. Não acredito nas igrejas de nomes imponentes, que só expressam a megalomania dos seus lideres, puro marketing!
Creio na comunhão dos santos…Sim, creio na comum unidade da Igreja, mas não acredito na comunidade das picuinhas intermináveis, sempre pelos motivos mais banais, claro, gente rasa não briga por coisas profundas. Os conteúdos estão fora de qualquer questão, o que incomoda mesmo são as aparências, os rótulos e os formatos. Como bem cantou João Alexandre “ali ninguém conhece a essência, tão somente a aparência de viver em comunhão”.
Àquele que não nos confunde seja a Glória para Sempre!
BOM PARA REFLETIR
Tentações de um pregador pós-moderno - 08/11/2007
Ednilson Correia de Abreu
Nestes tempos de massificação evangélica, de febre pelo crescimento acelerado, da identificação de sucesso eclesial e ministerial via crescimento numérico criando uma identificação perigosa de vitória espiritual com números sempre crescentes, da busca de platéias cheias e empolgadas, da busca intensa pelo sentir em detrimento do pensar, refletir e agir. O pregador destes tempos pós-modernos, quase ultra-modernos, está exposto há algumas tentações que não diria serem novas, mas afirmo estarem mais exacerbadas hoje.
O mundo evangélico atual é muito competitivo, no sentido negativo do termo, a linguagem “marketeira” e psicológica invadiu a igreja e assim ele acaba absorvendo também muitos valores seculares do mundo bussiness e “terapêutico’”.
Nesta atmosfera o pregador acaba sendo tentado em algumas direções perigosas que quero destacar nesta reflexão para fins de análise.
A tentação de produzir o miraculoso - Sabemos que qualquer efeito considerado além do normal produz um impacto quase instantâneo nas massas, o pregador pós-moderno se vê tentado a produzir ele mesmo evidências do miraculoso em sua ministração, através de uma atmosfera estrategicamente preparada: luzes, sons, palavras chaves, gestualismos excêntricos, e ênfases proclamadas aos gritos, além de intensas expressões emocionais podem gerar uma aparência de miraculoso altamente atraente àqueles que desejam autenticar sua pregação com “sinais” miraculosos. Levando o pregador muitas vezes a buscar a qualquer custo derrubar uma meia dúzia e atirar “revelações” a esmo, para de todas as formas “ganhar alguns”.
Produzindo assim a imagem de um homem acima dos outros homens.
A tentação do sensacional – muito próximo a anterior, com a diferença de que neste caso o pregador parece mais um "showman", com performances teatrais às vezes extremas, onde pelo seu carisma pessoal ele consegue manter a adrenalina do povo em alta, mantendo um intenso controle das ações com atos espetaculosos como saltos, gritos e uma oratória peculiar, levando a platéia do delírio ao silêncio total sob o seu comando. Gerando expectativas de que há qualquer momento o céu pode se abrir e o arrebatamento pode ocorrer somente naquele lugar.
O sensacionalismo atrai multidões e o pregador se apresenta como detentor do controle total capaz de conduzir as massas em qualquer direção.
A tentação do poder inusitado – é a busca de se estar sempre trazendo algo novo pela necessidade de se manter o povo interessado na última novidade capaz de levá-los aos limites das “bênçãos” celestiais. Um novo tipo de unção, um novo tipo de campanha, um novo tipo de pregador e pregação e etc. A apresentação de uma conexão direta com os seres angelicais e de um conhecimento das hierarquias nem biblicamente reveladas. Um esoterismo "gospel" ganha espaço, apresentando o pregador como uma figura inusitada capaz de trazer algo nunca antes conhecido, nem mesmo pelos apóstolos bíblicos. O inusitado muitas vezes beira o grotesco, mas se firma por se apresentar como novo, pois no inconsciente da comunidade se algo é visto como velho vê-se como fraco, ultrapassado e ineficaz.
O pregador é visto como o responsável por sempre criar um novo efeito e trazer algo inusitado a qualquer custo, pois na paróquia ao lado algo “novo” pode estar acontecendo.
A tentação dos atalhos imediatistas – é a busca de soluções rápidas para grandes questões na vida, crescimento espiritual instantâneo, santidade plena em um só encontro de fim de semana, autoridade máxima em uma campanha de poder, ordenação pastoral em 24 lições. Em fim não há tempo a perder, vivemos na era do fast-food, e a igreja precisa correr contra o tempo, atalhos são buscados e a confusão está feita.
Ignora-se que Deus trabalha através de processos na nossa vida, e que o próprio processo faz parte do seu sábio agir.
A clonagem já existe no meio evangelho há muito tempo, basta olhar como são produzidos em série alguns pregadores hoje, onde os trejeitos, gestos e até defeitos físicos são imitados dos seus líderes maiores, como se isso fosse parte do segredo e da busca do sucesso ministerial.
Os pregadores buscam segurar as pessoas através de processos rápidos de assimilação eclesiástica, pois o “mercado” é feroz. Gerando atalhos imediatistas perigosos e igrejas cheias de superficialismo.
A tentação do relativismo teológico – um relativismo inconseqüente cresce a cada dia. Tendo em vista a liberdade e a fragilidade para a formação de perspectivas de temas como a pessoa de Deus, a igreja, a vida cristã e outros temas chaves da fé. Não há muito ensino, Há muita emoção, o nível de emoções sentidas acaba se transformando no padrão de qualidade da fé. O conteúdo da fé muitas vezes acaba ignorado. O mais importante passa a ser os sentidos não os pensamentos. Acaba tudo ficando no mundo relativo daquilo que cada crente acha, a partir de seu sentir, levando o pregador a referendar o seu sucesso pelo poder que ele tem de arrancar expressões bastante emocionais do povo a ele exposto e não pelo nível de transformação de vida que a experiência de vivencia compreensiva da fé pode produzir. Verdade e erro se misturam, produzindo gerações de crentes confusos e até supersticiosos.
A tentação do status vocabular – as palavras têm peso, elas são ferramentas ou símbolos que usados estrategicamente produzirão resultados bem específicos. Um adjetivo ou verbo colocado dentro de determinados contextos trazem em si uma carga de significados capaz de gerar reações e respostas bastantes características dentro do momento e ambiente em que são utilizadas. Daí a proliferação de expressões como:
“Eu profetizo...” Pois isso causa mais impacto do que dizer: “eu desejo que...”; “eu determino...”, pois é mais forte do que: “eu oro para que...”.
A popularização de títulos eclesiásticos como apóstolos, (já ouvi falar até em apóstolo arcanjo), soam mais fortes do que simplesmente pastor.
Estas expressões produzem status, um status vocabular por se estabelecerem através do uso dos símbolos/palavra em um contexto sensível a receber o impacto que a palavra/símbolo tem como ferramenta de comunicação.
Neste contexto o pregador se vê usando jargões que ele mesmo não entende suas implicações, mas o faz pelo modismo que se estabeleceu e pela autoridade que lhe parece auferir.
Faço estas observações com o fim de nos levar a pensar no empobrecimento e perigo que corremos quando nos afastamos da simplicidade do evangelho e nos deixamos enredar pelos apelos tentadores e estranhos que o mundo nos faz.
Estas tentações e outras estão por ai todos os dias, a nos convidar, como pregadores, a que nos desviemos da rota de levar pessoas ao conhecimento de Cristo e a crescerem à sua semelhança no contexto de igrejas sadias que cresçam de verdade em todos os aspectos e direções o crescimento que vem de Deus e não por ações artificialmente engendradas, alimentadas por tentações como as acima citadas.
Sejamos pregadores bíblicos que anunciam o evangelho ao mundo em todas as suas épocas, não sejamos pregadores de épocas que anunciam ao mundo uma mensagem truncada, travestida de evangelho.
Entre tantos conselhos preciosos, Paulo nos lembra que a prevenção para não cairmos nestas tentações listadas acima, passa pelo cuidado com a nossa própria vida com Deus e pelo zelo daquilo que ensinamos (doutrina), conforme Paulo fala a Timóteo dizendo:
“Atente bem para a sua própria vida e para a doutrina, perseverando nesses deveres, pois, agindo assim, você salvará tanto a si mesmo quanto aos que o ouvem.” (1 Tm 4.16 NVI) E pela dependência do poder que deve permear todo o nosso ministério, conforme testemunha o mesmo Apóstolo afirmando:
“Minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistiram de demonstração do poder do Espírito, para que a fé que vocês têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus.”(1 Co. 2.4-5).
Precisamos ser pregadores corretos e poderosos, que edificam igrejas poderosas e equilibradas, marcadas pela presença e pelo agir soberano de Deus.
Que o Senhor tenha misericórdia de nós e nos abençoe.
Ednilson Correia de Abreu é Pastor da Primeira Igreja Batista em Ecoporanga-ES.
Ednilson Correia de Abreu
Nestes tempos de massificação evangélica, de febre pelo crescimento acelerado, da identificação de sucesso eclesial e ministerial via crescimento numérico criando uma identificação perigosa de vitória espiritual com números sempre crescentes, da busca de platéias cheias e empolgadas, da busca intensa pelo sentir em detrimento do pensar, refletir e agir. O pregador destes tempos pós-modernos, quase ultra-modernos, está exposto há algumas tentações que não diria serem novas, mas afirmo estarem mais exacerbadas hoje.
O mundo evangélico atual é muito competitivo, no sentido negativo do termo, a linguagem “marketeira” e psicológica invadiu a igreja e assim ele acaba absorvendo também muitos valores seculares do mundo bussiness e “terapêutico’”.
Nesta atmosfera o pregador acaba sendo tentado em algumas direções perigosas que quero destacar nesta reflexão para fins de análise.
A tentação de produzir o miraculoso - Sabemos que qualquer efeito considerado além do normal produz um impacto quase instantâneo nas massas, o pregador pós-moderno se vê tentado a produzir ele mesmo evidências do miraculoso em sua ministração, através de uma atmosfera estrategicamente preparada: luzes, sons, palavras chaves, gestualismos excêntricos, e ênfases proclamadas aos gritos, além de intensas expressões emocionais podem gerar uma aparência de miraculoso altamente atraente àqueles que desejam autenticar sua pregação com “sinais” miraculosos. Levando o pregador muitas vezes a buscar a qualquer custo derrubar uma meia dúzia e atirar “revelações” a esmo, para de todas as formas “ganhar alguns”.
Produzindo assim a imagem de um homem acima dos outros homens.
A tentação do sensacional – muito próximo a anterior, com a diferença de que neste caso o pregador parece mais um "showman", com performances teatrais às vezes extremas, onde pelo seu carisma pessoal ele consegue manter a adrenalina do povo em alta, mantendo um intenso controle das ações com atos espetaculosos como saltos, gritos e uma oratória peculiar, levando a platéia do delírio ao silêncio total sob o seu comando. Gerando expectativas de que há qualquer momento o céu pode se abrir e o arrebatamento pode ocorrer somente naquele lugar.
O sensacionalismo atrai multidões e o pregador se apresenta como detentor do controle total capaz de conduzir as massas em qualquer direção.
A tentação do poder inusitado – é a busca de se estar sempre trazendo algo novo pela necessidade de se manter o povo interessado na última novidade capaz de levá-los aos limites das “bênçãos” celestiais. Um novo tipo de unção, um novo tipo de campanha, um novo tipo de pregador e pregação e etc. A apresentação de uma conexão direta com os seres angelicais e de um conhecimento das hierarquias nem biblicamente reveladas. Um esoterismo "gospel" ganha espaço, apresentando o pregador como uma figura inusitada capaz de trazer algo nunca antes conhecido, nem mesmo pelos apóstolos bíblicos. O inusitado muitas vezes beira o grotesco, mas se firma por se apresentar como novo, pois no inconsciente da comunidade se algo é visto como velho vê-se como fraco, ultrapassado e ineficaz.
O pregador é visto como o responsável por sempre criar um novo efeito e trazer algo inusitado a qualquer custo, pois na paróquia ao lado algo “novo” pode estar acontecendo.
A tentação dos atalhos imediatistas – é a busca de soluções rápidas para grandes questões na vida, crescimento espiritual instantâneo, santidade plena em um só encontro de fim de semana, autoridade máxima em uma campanha de poder, ordenação pastoral em 24 lições. Em fim não há tempo a perder, vivemos na era do fast-food, e a igreja precisa correr contra o tempo, atalhos são buscados e a confusão está feita.
Ignora-se que Deus trabalha através de processos na nossa vida, e que o próprio processo faz parte do seu sábio agir.
A clonagem já existe no meio evangelho há muito tempo, basta olhar como são produzidos em série alguns pregadores hoje, onde os trejeitos, gestos e até defeitos físicos são imitados dos seus líderes maiores, como se isso fosse parte do segredo e da busca do sucesso ministerial.
Os pregadores buscam segurar as pessoas através de processos rápidos de assimilação eclesiástica, pois o “mercado” é feroz. Gerando atalhos imediatistas perigosos e igrejas cheias de superficialismo.
A tentação do relativismo teológico – um relativismo inconseqüente cresce a cada dia. Tendo em vista a liberdade e a fragilidade para a formação de perspectivas de temas como a pessoa de Deus, a igreja, a vida cristã e outros temas chaves da fé. Não há muito ensino, Há muita emoção, o nível de emoções sentidas acaba se transformando no padrão de qualidade da fé. O conteúdo da fé muitas vezes acaba ignorado. O mais importante passa a ser os sentidos não os pensamentos. Acaba tudo ficando no mundo relativo daquilo que cada crente acha, a partir de seu sentir, levando o pregador a referendar o seu sucesso pelo poder que ele tem de arrancar expressões bastante emocionais do povo a ele exposto e não pelo nível de transformação de vida que a experiência de vivencia compreensiva da fé pode produzir. Verdade e erro se misturam, produzindo gerações de crentes confusos e até supersticiosos.
A tentação do status vocabular – as palavras têm peso, elas são ferramentas ou símbolos que usados estrategicamente produzirão resultados bem específicos. Um adjetivo ou verbo colocado dentro de determinados contextos trazem em si uma carga de significados capaz de gerar reações e respostas bastantes características dentro do momento e ambiente em que são utilizadas. Daí a proliferação de expressões como:
“Eu profetizo...” Pois isso causa mais impacto do que dizer: “eu desejo que...”; “eu determino...”, pois é mais forte do que: “eu oro para que...”.
A popularização de títulos eclesiásticos como apóstolos, (já ouvi falar até em apóstolo arcanjo), soam mais fortes do que simplesmente pastor.
Estas expressões produzem status, um status vocabular por se estabelecerem através do uso dos símbolos/palavra em um contexto sensível a receber o impacto que a palavra/símbolo tem como ferramenta de comunicação.
Neste contexto o pregador se vê usando jargões que ele mesmo não entende suas implicações, mas o faz pelo modismo que se estabeleceu e pela autoridade que lhe parece auferir.
Faço estas observações com o fim de nos levar a pensar no empobrecimento e perigo que corremos quando nos afastamos da simplicidade do evangelho e nos deixamos enredar pelos apelos tentadores e estranhos que o mundo nos faz.
Estas tentações e outras estão por ai todos os dias, a nos convidar, como pregadores, a que nos desviemos da rota de levar pessoas ao conhecimento de Cristo e a crescerem à sua semelhança no contexto de igrejas sadias que cresçam de verdade em todos os aspectos e direções o crescimento que vem de Deus e não por ações artificialmente engendradas, alimentadas por tentações como as acima citadas.
Sejamos pregadores bíblicos que anunciam o evangelho ao mundo em todas as suas épocas, não sejamos pregadores de épocas que anunciam ao mundo uma mensagem truncada, travestida de evangelho.
Entre tantos conselhos preciosos, Paulo nos lembra que a prevenção para não cairmos nestas tentações listadas acima, passa pelo cuidado com a nossa própria vida com Deus e pelo zelo daquilo que ensinamos (doutrina), conforme Paulo fala a Timóteo dizendo:
“Atente bem para a sua própria vida e para a doutrina, perseverando nesses deveres, pois, agindo assim, você salvará tanto a si mesmo quanto aos que o ouvem.” (1 Tm 4.16 NVI) E pela dependência do poder que deve permear todo o nosso ministério, conforme testemunha o mesmo Apóstolo afirmando:
“Minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistiram de demonstração do poder do Espírito, para que a fé que vocês têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus.”(1 Co. 2.4-5).
Precisamos ser pregadores corretos e poderosos, que edificam igrejas poderosas e equilibradas, marcadas pela presença e pelo agir soberano de Deus.
Que o Senhor tenha misericórdia de nós e nos abençoe.
Ednilson Correia de Abreu é Pastor da Primeira Igreja Batista em Ecoporanga-ES.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
O Calvinismo Leva ao Universalismo
Roger E. Olson
Está bem, talvez o Calvinismo não leva ao Universalismo inexoravelmente – como se todo calvinista devesse tornar-se um universalista. Entretanto, muitos teólogos universalistas proeminentes são/eram reformados e criam que seus conceitos calvinistas da soberania de Deus os compeliam finalmente a abraçar o Universalismo.
Dois notáveis exemplos vêm à mente: Friedrich Schleiermacher e Karl Barth. Sim, eu sei que alguns reformados rejeitarão um ou ambos – como não verdadeiramente reformado. Entretanto, alguém não consegue ler The Christian Faith de Schleiermacher e não perceber seus vigorosos princípios calvinistas. Para Schleiermacher Deus é a realidade toda-determinante e é por isso que ele rejeita a oração petitória – porque ela implica que Deus já não sabe o que é melhor. Para Schleiermacher, qualquer coisa que esteja acontecendo, incluindo o pecado e o mal, foi preordenado e tornado certo por Deus.
Schleiermacher abraçou o Universalismo porque ele não conseguia reconciliar o Deus de Jesus Cristo todo-determinante com o inferno. Se Deus é amor e todo-determinante, devemos concluir que há um propósito amoroso para tudo que acontece. Se Deus é o autor do pecado e do mal, então a punição eterna de pecadores no inferno é injusta. Schleiermacher o calvinista percebia a questão claramente e tirou a única conclusão lógica de sua elevada visão do amor e soberania de Deus.
Apesar de todas as suas diferenças de Schleiermacher, Karl Barth seguiu o mesmo caminho básico do Calvinismo ao Universalismo. Eu sei que alguns estudiosos de Barth não creem que ele foi universalista e que ele não adotou esse rótulo. Mas eu creio que o Universalismo está implícito em sua doutrina da eleição na qual se diz que Jesus é o único homem reprovado. Barth notoriamente declarou que nosso “não” a Deus não pode resistir ao “sim” de Deus a nós em Jesus Cristo. Para Barth, Deus é “Aquele que ama em liberdade”. Deus é também todo-determinante em sua soberania. Barth chamava sua soteriologia de “supralapsarianismo purificado” – purificado do inferno, mas todavia supralapsário! Barth percebia corretamente que a lógica interna do Calvinismo deve levar ao Universalismo SE ele levar a sério o amor como natureza de Deus.
A única maneira de um calvinista evitar o Universalismo é transformar Deus em um monstro moral que para sua própria glória condena ao inferno pessoas que ele poderia salvar. Uma vez que você entende, entretanto, que o inferno é totalmente desnecessário porque a cruz foi uma revelação suficiente da justiça de Deus, o inferno torna-se não apenas supérfluo, mas completamente injusto.
Digo algumas vezes que SE eu pudesse ser universalista, eu poderia ser calvinista. Bem, eu ainda teria o problema da responsabilidade humana. Mas meu ponto é que eu não me importo com o livre-arbítrio exceto na medida em que ele é necessário para explicar por que um Deus de amor permite que algumas pessoas pereçam eternamente. Se eu pudesse crer que Deus salva a todos incondicionalmente, que é o que eu penso que Barth cria, eu poderia ser calvinista. Uma razão de não poder ser calvinista é porque ser calvinista exigiria de mim que eu lançasse fora todos os textos bíblicos sobre o inferno porque eu não teria interesse em até mesmo ser cristão se o Deus do Cristianismo fosse um monstro moral.
Roger E. Olson
Está bem, talvez o Calvinismo não leva ao Universalismo inexoravelmente – como se todo calvinista devesse tornar-se um universalista. Entretanto, muitos teólogos universalistas proeminentes são/eram reformados e criam que seus conceitos calvinistas da soberania de Deus os compeliam finalmente a abraçar o Universalismo.
Dois notáveis exemplos vêm à mente: Friedrich Schleiermacher e Karl Barth. Sim, eu sei que alguns reformados rejeitarão um ou ambos – como não verdadeiramente reformado. Entretanto, alguém não consegue ler The Christian Faith de Schleiermacher e não perceber seus vigorosos princípios calvinistas. Para Schleiermacher Deus é a realidade toda-determinante e é por isso que ele rejeita a oração petitória – porque ela implica que Deus já não sabe o que é melhor. Para Schleiermacher, qualquer coisa que esteja acontecendo, incluindo o pecado e o mal, foi preordenado e tornado certo por Deus.
Schleiermacher abraçou o Universalismo porque ele não conseguia reconciliar o Deus de Jesus Cristo todo-determinante com o inferno. Se Deus é amor e todo-determinante, devemos concluir que há um propósito amoroso para tudo que acontece. Se Deus é o autor do pecado e do mal, então a punição eterna de pecadores no inferno é injusta. Schleiermacher o calvinista percebia a questão claramente e tirou a única conclusão lógica de sua elevada visão do amor e soberania de Deus.
Apesar de todas as suas diferenças de Schleiermacher, Karl Barth seguiu o mesmo caminho básico do Calvinismo ao Universalismo. Eu sei que alguns estudiosos de Barth não creem que ele foi universalista e que ele não adotou esse rótulo. Mas eu creio que o Universalismo está implícito em sua doutrina da eleição na qual se diz que Jesus é o único homem reprovado. Barth notoriamente declarou que nosso “não” a Deus não pode resistir ao “sim” de Deus a nós em Jesus Cristo. Para Barth, Deus é “Aquele que ama em liberdade”. Deus é também todo-determinante em sua soberania. Barth chamava sua soteriologia de “supralapsarianismo purificado” – purificado do inferno, mas todavia supralapsário! Barth percebia corretamente que a lógica interna do Calvinismo deve levar ao Universalismo SE ele levar a sério o amor como natureza de Deus.
A única maneira de um calvinista evitar o Universalismo é transformar Deus em um monstro moral que para sua própria glória condena ao inferno pessoas que ele poderia salvar. Uma vez que você entende, entretanto, que o inferno é totalmente desnecessário porque a cruz foi uma revelação suficiente da justiça de Deus, o inferno torna-se não apenas supérfluo, mas completamente injusto.
Digo algumas vezes que SE eu pudesse ser universalista, eu poderia ser calvinista. Bem, eu ainda teria o problema da responsabilidade humana. Mas meu ponto é que eu não me importo com o livre-arbítrio exceto na medida em que ele é necessário para explicar por que um Deus de amor permite que algumas pessoas pereçam eternamente. Se eu pudesse crer que Deus salva a todos incondicionalmente, que é o que eu penso que Barth cria, eu poderia ser calvinista. Uma razão de não poder ser calvinista é porque ser calvinista exigiria de mim que eu lançasse fora todos os textos bíblicos sobre o inferno porque eu não teria interesse em até mesmo ser cristão se o Deus do Cristianismo fosse um monstro moral.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
- A velha Cruz, e a Nova...
Sorrateira, e geralmente desapercebida, surgiu nos meios evangélicos populares uma nova cruz. Se parece com a antiga cruz, mas é diferente: as semelhanças são superficiais, mas as diferenças fundamentais.
Desta nova cruz surgiu uma nova filosofia de vida Cristã, e desta nova filosofia brotou uma nova técnica evangelística, um novo estilo de adoração, uma nova espécie de pregação. Este novo evangelismo emprega a mesma linguagem do antigo, mas seu conteúdo não é mais o mesmo, e a sua ênfase foi também mudada.
A antiga cruz não tinha trato com o mundo. Para a carne orgulhosa de Adão ela significava o fim da caminhada, pois ela executava a sentença da Lei do Sinai. A nova cruz não se opõe à raça humana; antes, ela é uma companheira amistosa que, se bem operada, se torna fonte de imensa e pura alegria e de inocentes prazeres. Ela permite que Adão siga sua jornada sem qualquer interferência. A motivação de sua vida permanece inalterada: ele ainda vive para seu próprio prazer, só que agora se diverte cantando canções religiosas em lugar de cantigas mundanas, e assiste a vídeos religiosos em lugar de beber cachaça. A base de tudo ainda é a auto-gratificação e o prazer, apenas os meios de alcançá-los são mais “elevados” quanto ao seu aspecto moral, quando não intelectual.
A nova cruz favorece uma abordagem evangelística nova e totalmente diferente. O evangelista não exige a entrega da vida velha antes que uma nova vida possa ser recebida. Ele não prega contrastes, mas semelhanças. Ele procura despertar o interesse dos ouvintes, mostrando que o Cristianismo não faz exigências desagradáveis; pelo contrário, oferece a mesma coisa que o mundo oferece, só que num plano mais elevado. Tudo o que se supõe ser o desejo do homem mundano é espertamente declarado ser exatamente aquilo que o Evangelho oferece, apenas o produto religioso é de melhor qualidade!
A nova cruz não mata o pecador, somente o redireciona. Ela o traz para uma forma de viver mais divertida e mais limpa, poupando sempre seu amor-próprio. Para o convencido ela diz “Venha e argumente você mesmo com Cristo”; para o egoísta ela diz “Venha, Cristo se orgulha de você”; e para o aventureiro ela diz “Venha e descubra os desafios do companheirismo cristão”. A mensagem cristã é inclinada na direção da “onda” que está em moda, para torná-la apetitosa ao público.
A filosofia que se esconde atrás desta abordagem pode ser sincera, mas a sinceridade não impede que seja falsa. Ela é falsa porque é cega. Ela não conhece, sequer, o significado da cruz.
A velha cruz é um instrumento de morte. Ela garante dar cabo do ser humano de forma rápida e violenta. Nos dias do império romano, quando um homem se punha a carregar uma cruz e descia rua abaixo, é porque já se tinha despedido de seus amigos. Não havia para ele caminho de volta. Ele ia em direção à cova. A cruz não admitia negociação, não modificava sentença, não poupava a ninguém; ela feria o homem, completamente e para sempre. Nunca procurava manter relações amistosas com sua vítima. Agia com dureza e crueldade e quando terminava a sua tarefa, o homem não existia mais.
A raça de Adão está sob sentença de morte. Não existe anistia nem possibilidade de fuga. Deus não aprova qualquer dos frutos do pecado, por mais inocentes que pareçam, ou por mais bonitos que sejam aos olhos do homem. Deus salva o indivíduo destruindo-o e depois erguendo-o da morte para novidade de vida.
Desta nova cruz surgiu uma nova filosofia de vida Cristã, e desta nova filosofia brotou uma nova técnica evangelística, um novo estilo de adoração, uma nova espécie de pregação. Este novo evangelismo emprega a mesma linguagem do antigo, mas seu conteúdo não é mais o mesmo, e a sua ênfase foi também mudada.
A antiga cruz não tinha trato com o mundo. Para a carne orgulhosa de Adão ela significava o fim da caminhada, pois ela executava a sentença da Lei do Sinai. A nova cruz não se opõe à raça humana; antes, ela é uma companheira amistosa que, se bem operada, se torna fonte de imensa e pura alegria e de inocentes prazeres. Ela permite que Adão siga sua jornada sem qualquer interferência. A motivação de sua vida permanece inalterada: ele ainda vive para seu próprio prazer, só que agora se diverte cantando canções religiosas em lugar de cantigas mundanas, e assiste a vídeos religiosos em lugar de beber cachaça. A base de tudo ainda é a auto-gratificação e o prazer, apenas os meios de alcançá-los são mais “elevados” quanto ao seu aspecto moral, quando não intelectual.
A nova cruz favorece uma abordagem evangelística nova e totalmente diferente. O evangelista não exige a entrega da vida velha antes que uma nova vida possa ser recebida. Ele não prega contrastes, mas semelhanças. Ele procura despertar o interesse dos ouvintes, mostrando que o Cristianismo não faz exigências desagradáveis; pelo contrário, oferece a mesma coisa que o mundo oferece, só que num plano mais elevado. Tudo o que se supõe ser o desejo do homem mundano é espertamente declarado ser exatamente aquilo que o Evangelho oferece, apenas o produto religioso é de melhor qualidade!
A nova cruz não mata o pecador, somente o redireciona. Ela o traz para uma forma de viver mais divertida e mais limpa, poupando sempre seu amor-próprio. Para o convencido ela diz “Venha e argumente você mesmo com Cristo”; para o egoísta ela diz “Venha, Cristo se orgulha de você”; e para o aventureiro ela diz “Venha e descubra os desafios do companheirismo cristão”. A mensagem cristã é inclinada na direção da “onda” que está em moda, para torná-la apetitosa ao público.
A filosofia que se esconde atrás desta abordagem pode ser sincera, mas a sinceridade não impede que seja falsa. Ela é falsa porque é cega. Ela não conhece, sequer, o significado da cruz.
A velha cruz é um instrumento de morte. Ela garante dar cabo do ser humano de forma rápida e violenta. Nos dias do império romano, quando um homem se punha a carregar uma cruz e descia rua abaixo, é porque já se tinha despedido de seus amigos. Não havia para ele caminho de volta. Ele ia em direção à cova. A cruz não admitia negociação, não modificava sentença, não poupava a ninguém; ela feria o homem, completamente e para sempre. Nunca procurava manter relações amistosas com sua vítima. Agia com dureza e crueldade e quando terminava a sua tarefa, o homem não existia mais.
A raça de Adão está sob sentença de morte. Não existe anistia nem possibilidade de fuga. Deus não aprova qualquer dos frutos do pecado, por mais inocentes que pareçam, ou por mais bonitos que sejam aos olhos do homem. Deus salva o indivíduo destruindo-o e depois erguendo-o da morte para novidade de vida.
sábado, 9 de outubro de 2010
ABORTO.
08/10/2010
Posição quanto à descriminalização do aborto não é meramente uma questão religiosa (e, por isso, é primacial para a escolha do candidato)
- Acredita-se que a maioria do povo evangélico e boa parte dos católicos praticantes não tenham votado em Dilma Rousseff, no primeiro turno. Por quê?
- O pastor Silas Malafaia, numa decisão polêmica, resolveu não apoiar a evangélica Marina Silva. Por quê?
- O PT estuda retirar a descriminalização do aborto de seu programa de governo. Por quê?
- Os petistas — mesmo sem provas contundentes — querem convencer os eleitores de que José Serra, assim como Dilma, é abortista. Por quê?
A resposta a todas as perguntas acima é a seguinte: para um eleitor cristão, o posicionamento a respeito do aborto não é uma questão secundária; é preponderante para que ele decida quanto à escolha do seu candidato à presidência do Brasil. Por quê? Não há outras questões mais prioritárias? Por que os evangélicos falam tanto em aborto? Isso não é uma forma de perseguição ao petismo e à sua candidata à presidência?
Para um eleitor cristão (cristão de verdade!), a posição de um candidato quanto ao aborto revela o seu caráter e as reais intenções do seu coração (cf. Mt 15.19,20). E, para esse tipo de eleitor, que é conhecedor da Palavra de Deus e discerne bem tudo (1 Co 2.15), os mandamentos e princípios bíblicos são inegociáveis; estão acima dos programas do petismo, do pevismo, do peemedebismo, do peessedebismo, etc.
Curiosamente, há cristãos (cristãos?) ligados a partidos políticos opondo-se a pastores em razão de eles se posicionarem contra o movimento pró-aborto? Não é isso uma contradição? Ora, o cristão que estuda a Bíblia, frequenta a Escola Dominical e comparece às reuniões de ensino já deve ter apreendido que o aborto voluntário — feito de maneira “lícita” (de acordo com a lei vigente em um país) ou clandestina — é um homicídio qualificado. Em Êxodo 23.7, está escrito: “não matarás o inocente”. Ou seja, abortar voluntariamente é o mesmo que assassinar uma pessoa inocente (cf. Êx 20.13; 21.22,23; Jó 3.16; Ec 6.3). E, se esse tipo de homicida não se arrepender, terá como morada, na eternidade, o Inferno (Ap 21.8).
O cristão que prioriza a Palavra de Deus, considerando a gravidade do pecado de matar uma pessoa inocente, passa a ver a questão em apreço com maior cuidado. Não é apenas questão religiosa; envolve ética. E ele reflete: “Se um candidato não consegue ter misericórdia de uma pobre criança indefesa, que é morta cruelmente ainda no ventre materno, como agirá ao tratar de outras questões que exigirão dele compaixão?” Afinal, qual é a diferença entre a criança nascida e a que está no ventre materno, à luz da Bíblia e da Ciência? Ambas são vidas humanas, pessoas.
Há evangélicos mal-informados alegando que um candidato defensor da descriminalização do aborto está a favor da vida em razão de ele priorizar a saúde da mulher. No entanto, esse argumento é falacioso, posto que uma criança de ventre não é apenas um pedaço da carne que pode ser removido, descartado. Para o cristão atuante (e não apenas nominal), o aborto é um crime hediondo. Por meio dele, uma pessoa, uma vida humana — que depende da mãe, é verdade, mas não pertence a ela — é morta de maneira cruel e sem direito à defesa.
Por que, então, o cristão que se preza opõe-se a um candidato declaradamente favorável à descriminalização do aborto? Porque ele sabe que Deus não nos dá o direito de tirar a vida de pessoas, mesmo as que ainda não tenham nascido (Dt 32.39). Ele sabe que, segundo a Bíblia e a biologia, a vida humana começa no momento da concepção, e não no nascimento. Ele sabe também que o Senhor conhece o ser humano quando ainda é apenas um plasma, uma substância informe (Jó 31.15; Sl 139.13-16; Is 44.2,24; 49.5; Jr 1.5; Lc 1.39-44).
Ainda que os militantes de partidos pró-aborto estejam extremamente irritados com os pastores, pregadores, articulistas e editores de blog que verberam contra o abortismo, essa postura dos evangélicos é legítima. Por isso, para os cristãos que amam a Palavra de Deus e adoram o Deus da Palavra, o posicionamento quanto à descriminalização do aborto é preponderante, primacial e decisiva na escolha do próximo presidente do Brasil.
Em Cristo,
Ciro Sanches Zibordi
Posição quanto à descriminalização do aborto não é meramente uma questão religiosa (e, por isso, é primacial para a escolha do candidato)
- Acredita-se que a maioria do povo evangélico e boa parte dos católicos praticantes não tenham votado em Dilma Rousseff, no primeiro turno. Por quê?
- O pastor Silas Malafaia, numa decisão polêmica, resolveu não apoiar a evangélica Marina Silva. Por quê?
- O PT estuda retirar a descriminalização do aborto de seu programa de governo. Por quê?
- Os petistas — mesmo sem provas contundentes — querem convencer os eleitores de que José Serra, assim como Dilma, é abortista. Por quê?
A resposta a todas as perguntas acima é a seguinte: para um eleitor cristão, o posicionamento a respeito do aborto não é uma questão secundária; é preponderante para que ele decida quanto à escolha do seu candidato à presidência do Brasil. Por quê? Não há outras questões mais prioritárias? Por que os evangélicos falam tanto em aborto? Isso não é uma forma de perseguição ao petismo e à sua candidata à presidência?
Para um eleitor cristão (cristão de verdade!), a posição de um candidato quanto ao aborto revela o seu caráter e as reais intenções do seu coração (cf. Mt 15.19,20). E, para esse tipo de eleitor, que é conhecedor da Palavra de Deus e discerne bem tudo (1 Co 2.15), os mandamentos e princípios bíblicos são inegociáveis; estão acima dos programas do petismo, do pevismo, do peemedebismo, do peessedebismo, etc.
Curiosamente, há cristãos (cristãos?) ligados a partidos políticos opondo-se a pastores em razão de eles se posicionarem contra o movimento pró-aborto? Não é isso uma contradição? Ora, o cristão que estuda a Bíblia, frequenta a Escola Dominical e comparece às reuniões de ensino já deve ter apreendido que o aborto voluntário — feito de maneira “lícita” (de acordo com a lei vigente em um país) ou clandestina — é um homicídio qualificado. Em Êxodo 23.7, está escrito: “não matarás o inocente”. Ou seja, abortar voluntariamente é o mesmo que assassinar uma pessoa inocente (cf. Êx 20.13; 21.22,23; Jó 3.16; Ec 6.3). E, se esse tipo de homicida não se arrepender, terá como morada, na eternidade, o Inferno (Ap 21.8).
O cristão que prioriza a Palavra de Deus, considerando a gravidade do pecado de matar uma pessoa inocente, passa a ver a questão em apreço com maior cuidado. Não é apenas questão religiosa; envolve ética. E ele reflete: “Se um candidato não consegue ter misericórdia de uma pobre criança indefesa, que é morta cruelmente ainda no ventre materno, como agirá ao tratar de outras questões que exigirão dele compaixão?” Afinal, qual é a diferença entre a criança nascida e a que está no ventre materno, à luz da Bíblia e da Ciência? Ambas são vidas humanas, pessoas.
Há evangélicos mal-informados alegando que um candidato defensor da descriminalização do aborto está a favor da vida em razão de ele priorizar a saúde da mulher. No entanto, esse argumento é falacioso, posto que uma criança de ventre não é apenas um pedaço da carne que pode ser removido, descartado. Para o cristão atuante (e não apenas nominal), o aborto é um crime hediondo. Por meio dele, uma pessoa, uma vida humana — que depende da mãe, é verdade, mas não pertence a ela — é morta de maneira cruel e sem direito à defesa.
Por que, então, o cristão que se preza opõe-se a um candidato declaradamente favorável à descriminalização do aborto? Porque ele sabe que Deus não nos dá o direito de tirar a vida de pessoas, mesmo as que ainda não tenham nascido (Dt 32.39). Ele sabe que, segundo a Bíblia e a biologia, a vida humana começa no momento da concepção, e não no nascimento. Ele sabe também que o Senhor conhece o ser humano quando ainda é apenas um plasma, uma substância informe (Jó 31.15; Sl 139.13-16; Is 44.2,24; 49.5; Jr 1.5; Lc 1.39-44).
Ainda que os militantes de partidos pró-aborto estejam extremamente irritados com os pastores, pregadores, articulistas e editores de blog que verberam contra o abortismo, essa postura dos evangélicos é legítima. Por isso, para os cristãos que amam a Palavra de Deus e adoram o Deus da Palavra, o posicionamento quanto à descriminalização do aborto é preponderante, primacial e decisiva na escolha do próximo presidente do Brasil.
Em Cristo,
Ciro Sanches Zibordi
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Se eu fosse profeta...
Se eu fosse profeta, eu diria que a disputa pela presidência do país, agora no 2º turno, será de extrema hipocrisia.
Eu diria que candidatos que sempre foram favoráveis ao aborto, agora se declararão contrários.
Eu diria que candidatos ateus se proclamarão cristãos e simpatizantes do povo evangélico.
Eu diria que pastores e padres aparecerão na propaganda política eleitoral defendendo a fé do seu candidato.
Eu diria que candidatos se assessorarão de pastores e tornarão isto público para tentarem obter o voto dos fiéis.
Eu diria que candidatos visitarão as principais denominações evangélicas do país, como se religiosos fossem.
Eu diria que o Presidente da República aparecerá no horário político eleitoral falando de Deus e dizendo que confia Nele.
Eu diria que um candidato prometerá a criação de um ministério religioso formado por representantes de diversas igrejas.
Eu diria que favores começarão a ser oferecidos a líderes religiosos em troca de apoio político.
Eu diria que líderes religiosos venderão sua honra e respeito em troca de fama e prestígio.
“... já não há homens piedosos; desaparecem os fiéis entre os filhos dos homens. Falam com falsidade uns aos outros, falam com lábios bajuladores e coração fingido. Corte o SENHOR todos os lábios bajuladores, a língua que fala soberbamente, pois dizem: Com a língua prevaleceremos, os lábios são nossos; quem é senhor sobre nós?” Salmo 12.1-4
“... porque todos eles são adúlteros, são um bando de traidores; curvam a língua, como se fosse o seu arco, para a mentira; fortalecem-se na terra, mas não para a verdade, porque avançam de malícia em malícia e não me conhecem (...) Cada um zomba do seu próximo, e não falam a verdade; ensinam a sua língua a proferir mentiras; cansam-se de praticar a iniqüidade. Vivem no meio da falsidade; pela falsidade recusam conhecer-me, diz o SENHOR.” Jeremias 9.1-9
Se eu fosse profeta, eu diria que a disputa pela presidência do país, agora no 2º turno, será de extrema hipocrisia.
Eu diria que candidatos que sempre foram favoráveis ao aborto, agora se declararão contrários.
Eu diria que candidatos ateus se proclamarão cristãos e simpatizantes do povo evangélico.
Eu diria que pastores e padres aparecerão na propaganda política eleitoral defendendo a fé do seu candidato.
Eu diria que candidatos se assessorarão de pastores e tornarão isto público para tentarem obter o voto dos fiéis.
Eu diria que candidatos visitarão as principais denominações evangélicas do país, como se religiosos fossem.
Eu diria que o Presidente da República aparecerá no horário político eleitoral falando de Deus e dizendo que confia Nele.
Eu diria que um candidato prometerá a criação de um ministério religioso formado por representantes de diversas igrejas.
Eu diria que favores começarão a ser oferecidos a líderes religiosos em troca de apoio político.
Eu diria que líderes religiosos venderão sua honra e respeito em troca de fama e prestígio.
“... já não há homens piedosos; desaparecem os fiéis entre os filhos dos homens. Falam com falsidade uns aos outros, falam com lábios bajuladores e coração fingido. Corte o SENHOR todos os lábios bajuladores, a língua que fala soberbamente, pois dizem: Com a língua prevaleceremos, os lábios são nossos; quem é senhor sobre nós?” Salmo 12.1-4
“... porque todos eles são adúlteros, são um bando de traidores; curvam a língua, como se fosse o seu arco, para a mentira; fortalecem-se na terra, mas não para a verdade, porque avançam de malícia em malícia e não me conhecem (...) Cada um zomba do seu próximo, e não falam a verdade; ensinam a sua língua a proferir mentiras; cansam-se de praticar a iniqüidade. Vivem no meio da falsidade; pela falsidade recusam conhecer-me, diz o SENHOR.” Jeremias 9.1-9
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
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