Um dia um amigo de ministério me contou uma história que seria cômica se não fosse trágica.
Em um dos cultos de oração em uma igreja, uma mulher foi à frente pedindo oração pelo seu relacionamento. O pastor perguntou para ser mais específica, ao que ela disparou:
- O meu namorado é casado e agora que eu aceitei Jesus quero dar um jeito em minha vida, então disse a ele que agora teria que decidir nossa vida.
Traduzindo; a mulher queria que o homem decidisse de uma vez se iria ficar com ela ou com a sua família.
Um outro pastor me disse que teve que chamar um casal de namorados em seu gabinete pois escancaradamente diziam que tinha relacionamento sexual, e se justificavam dizendo que se Deus é amor o sexo não seria errado se feito com amor.
Infelizmente casos como estes não são tão incomuns dentro das igrejas hoje em dia. Pessoas que entendem que precisam de uma “melhora de vida” e não uma “mudança de vida”.
Diante desta constatação entendo que o nosso conceito de Salvação tem sido esvaziado dia-a-dia pela ênfase mercantilista e homocêntrica de alguma igrejas evangélicas, cuja idéia é a de que salvação é uma melhora de vida, i.e, a salvação traz a mudança financeira da minha vida, uma carro novo, um emprego que irá me pagar mais e assim por diante.
Um fator sine qua non para a salvação é o arrependimento, e arrependimento tem a ver com reconhecer seu estado de miséria e total desprovimento de direito e rendição total a Deus.
O tema do primeiro sermão de Jesus foi arrependimento; “Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.” Mateus 4:17
Eu não julgo a namorada do homem casado nem o casal de namorados, mas não posso deixar de criticar nossa omissão como igreja do verdadeiro evangelho e da verdade genuína.
Pregamos um evangelho de “auto-ajuda” mas nos esquecemos que “auto” ajuda não é compatível com salvação que é graça imerecida, não vem de nós é dom de Deus.
Creio que a pergunta que temos que responder como igreja hoje é; queremos em nossos bancos pessoas que sejam bem sucedidas na vida ou queremos gente salva?
Não há problema nenhum quando as duas coisas andam juntas; o ser bem sucedido e o ser salvo; o nó acontece quando o ser bem sucedido exclui a salvação.
Não é porque sou bem sucedido que sou salvo. Poderia citar uma centena de pessoas bem sucedidas que não sabe nem mesmo quem é Jesus Cristo.
Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade. Mateus 7:22-23
Me preocupa muito o conceito de salvação e arrependimento que temos pregado em nossos púlpitos.
Em seu livro “Discipulado”, Dietrich Bonhoeffer escreve:
Graça barata significa justificação do pecado, e não do pecador. Como a graça faz tudo sozinha, tudo também pode permanecer como antes. “Afinal, a minha força nada faz”. (…..) Viva, pois, o crente como vive o mundo, coloque-se, em tudo, em pé de igualdade com o mundo, e não se atreva – sob pena de ser acusado de heresia entusiasta! – a ter, sob a graça, uma vida diferente da que tinha sob o pecado”
Entendemos que o preço da nossa salvação foi muito caro e não podemos negociar este preço de maneira alguma.
Não podemos aceitar uma graça barata pois o preço pago por Ele foi muito alto.
Mensagem do Pr Armando Junior
Neste blog quero mostrar um pouco da igreja do Parque Bela Vista, nosso foco,e preocupação com a pregação da palavra. Como pastor desta igreja sinto a grande responsabilidade que pesa sobre mim, e com a graça de Deus e dedicação nos estudos procuro ministrar a palavra com consciência, temor e tremor.
terça-feira, 14 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
PARA ONDE OLHAR. Salmo 121:1
Quero aproveitar este momento para compartilhar com vocês um pouco sobre percepção e direção de nosso olhar. Claro que vocês precisam entender que o nosso olhar não possui apenas direção, mas sobretudo conteúdo.O gesto de erguer a cabeça e olhar para o alto, nos ensina a olhar para além das circunstâncias, para além das contingências, levantar a cabeça é uma atitude da alma, pois esta atitude nos permite a percepção do novo, das alternativas, de novos caminhos, de novos sonhos.
Começamos a descobrir novos horizontes, são as possibilidades que vão surgindo trazendo esperança e alegria para nossos corações.
O primeiro olhar a ser desenvolvido em nossas vidas é OLHAR PARA TRÁS
Não no sentido de uma letargia existencial, mas numa atitude gratidão a Deus por cada momento vivido em suas vidas, as experiências compartilhadas, os momentos difíceis e duros, as alegrias, as tristezas, as horas em tudo parecia perdido, as vitorias que Deus concedeu. Tenho certeza que tudo isso trouxe uma significativa contribuição de amadurecimento e crescimento espiritual e emocional.
Olhar para trás e afirmar com a alma cheia de alegria e gratidão: “ VALEU A PENA !
O segundo olhar que quero compartilhar é: OLHAR PARA O ALTO
E saber que existe um Deus acima de nossas vidas. Todo avanço tecnológico e cientifico de nosso mundo moderno, não foram capazes de bani-lo . A filosofia, a ciência, e todo conhecimento do mundo não conseguem tira-lo de sua posição de criador e sustentador do universo. A cada nascer do sol Ele está lá ! a cada anoitecer Ele esta lá! A cada vitória e a cada derrota Ele esta lá. Na sua onisciência, na sua Onipresença, com toda a sua Onipotência. O homem acreditando ou não Ele esta lá! Ele esta aqui!
Olha queridos, nada é tão efêmero e tão fugaz quanto a vida humana, mas nada é tão lindo quanto ela. Sempre Haverá momento de rajadas, de ventos fortes, de temporais no caminho.
Vocês hoje iniciam uma nova caminhada, é a jornada em direção ao sucesso profissional, é a busca pela conquista do território profissional, e sem duvida vão precisar aprender a olhar para o alto.
Olhar para o alto é descobrir novas possibilidades, criar novas pontes de realizações, sim pois o Senhor, é um Deus de milagres e realizações, para Ele não existe idade para a realização de algo sobrenatural. Haverá momentos que vocês vão olhar par o alto e afirmar: SÓ DEUS, SÓ DEUS !!
Terceiro e último olhar, é: OLHAR PARA FRENTE
Olhar para frente além de significar que eu estou disposto a continuar, a lutar, a crescer, também significa que eu estou aberto para que Deus realize algo em mim e através de mim.
Olhar para frente, significa que a sua vida está disposta a superar os obstáculos a ser útil para Deus e para sociedade, é crer que os que esperam no Senhor renovam as suas forças e sobem como águias e descobrem novos horizontes e sabem que além das montanhas, há um lugar lindo para viver e conquistar!
Começamos a descobrir novos horizontes, são as possibilidades que vão surgindo trazendo esperança e alegria para nossos corações.
O primeiro olhar a ser desenvolvido em nossas vidas é OLHAR PARA TRÁS
Não no sentido de uma letargia existencial, mas numa atitude gratidão a Deus por cada momento vivido em suas vidas, as experiências compartilhadas, os momentos difíceis e duros, as alegrias, as tristezas, as horas em tudo parecia perdido, as vitorias que Deus concedeu. Tenho certeza que tudo isso trouxe uma significativa contribuição de amadurecimento e crescimento espiritual e emocional.
Olhar para trás e afirmar com a alma cheia de alegria e gratidão: “ VALEU A PENA !
O segundo olhar que quero compartilhar é: OLHAR PARA O ALTO
E saber que existe um Deus acima de nossas vidas. Todo avanço tecnológico e cientifico de nosso mundo moderno, não foram capazes de bani-lo . A filosofia, a ciência, e todo conhecimento do mundo não conseguem tira-lo de sua posição de criador e sustentador do universo. A cada nascer do sol Ele está lá ! a cada anoitecer Ele esta lá! A cada vitória e a cada derrota Ele esta lá. Na sua onisciência, na sua Onipresença, com toda a sua Onipotência. O homem acreditando ou não Ele esta lá! Ele esta aqui!
Olha queridos, nada é tão efêmero e tão fugaz quanto a vida humana, mas nada é tão lindo quanto ela. Sempre Haverá momento de rajadas, de ventos fortes, de temporais no caminho.
Vocês hoje iniciam uma nova caminhada, é a jornada em direção ao sucesso profissional, é a busca pela conquista do território profissional, e sem duvida vão precisar aprender a olhar para o alto.
Olhar para o alto é descobrir novas possibilidades, criar novas pontes de realizações, sim pois o Senhor, é um Deus de milagres e realizações, para Ele não existe idade para a realização de algo sobrenatural. Haverá momentos que vocês vão olhar par o alto e afirmar: SÓ DEUS, SÓ DEUS !!
Terceiro e último olhar, é: OLHAR PARA FRENTE
Olhar para frente além de significar que eu estou disposto a continuar, a lutar, a crescer, também significa que eu estou aberto para que Deus realize algo em mim e através de mim.
Olhar para frente, significa que a sua vida está disposta a superar os obstáculos a ser útil para Deus e para sociedade, é crer que os que esperam no Senhor renovam as suas forças e sobem como águias e descobrem novos horizontes e sabem que além das montanhas, há um lugar lindo para viver e conquistar!
CRISTO E A MÚSICA
Deixe-me explicar: a primeira afirmação diz que a música deve ser baseada nas Escrituras, e uma música baseada nas Escrituras é uma música baseada em Cristo.
Jesus fala com os mestres da Lei e diz o seguinte: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5:39). São as Escrituras que testificam de Jesus; e se nós compomos músicas que pregam verdades das Escrituras, compomos músicas que pregam verdades sobre Jesus.
Ele, falando com os discípulos no caminho de Emaús, em Lucas 24:27, diz: “E, começando por Moisés, e por todos os profetas, [Jesus] explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras”. Em toda a Escritura, em todo o Antigo Testamento… Jesus estava mostrando para aquelas pessoas que lá tudo testificava dEle. Se nós compomos músicas baseadas nas Escrituras, compomos músicas baseadas em Cristo, por que Jesus é tudo na Escritura.
Nós não temos essa noção por que nossas pregações não trazem essa verdade. Entenda: sobre quem a Bíblia fala? Ela fala sobre mim ou ela fala sobre Cristo? Nós ouvimos pregações que dizem: “O Antigo Testamento: Davi e Golias. Você é Davi, vença seus gigantes!”, ou então sobre todas as outras passagens: “Você é Ester, vá lá e enfrente o Rei”. Mas, será que nós somos Ester, nós somos Davi; ou Cristo é?
Jesus é Adão. Não um Adão que pecou, mas um Adão que venceu e sua vitória foi imputada sobre nós. Ele é o Cordeiro que foi morto no Éden, para encobrir a nudez dos pecadores. Ele é a Árvore da Vida que traz vida eterna para aqueles que o recebem e comem dEle. Ele é Abel, que o seu sangue clama, não por condenação, mas por justiça. Ele é Abraão, que saiu da terra para andar por outro país desconhecido, para criar um povo incontável. Ele é Jacó, que recebeu nossa ferida ao lutar por nós. Ele é Moisés guiando seu povo. Ele é a rocha de Moisés vertendo água. Ele é o galho lançado na Água amarga. Ele é Jó, o justo que sofreu. Ele é Davi, vencendo os gigantes que iam nos derrotar. Ele é Ester, indo diante do Rei interceder pelo povo. Ele é Jonas, sendo lançado no mar para salvar a tripulação. Ele é o cordeiro da páscoa, ele é o templo, ele é o profeta, ele é o sacerdote, ele é o rei, ele é o sacrifício, ele é a luz, ele é o pão, ele é o dízimo, ele é o sábado, ele é tudo. Cristo é, não você. Cristo é o conteúdo da Escritura. Se compomos músicas sobre a Escritura, compomos músicas sobre Cristo. Nossas músicas falam sobre quem? Sobre Jesus, primordialmente, ou sobre você?
Gosto muito de uma história de Charles Spurgeon, sobre um gaulês que ouviu um jovem pregar um sermão “magnífico, grandioso, pretensioso e bombástico”. Spurgeon continua:
“depois de chegar ao fim [do sermão], perguntou ao gaulês o que achava a respeito. O homem respondeu que não dava nenhum valor a ele. “E por que não?” “Porque não havia nele nada de Jesus Cristo.” “Ora”, disse o pregador, “mas meu texto não apontava naquela direção”. “Não importa”, disse o gaulês, “seu sermão deve seguir naquela direção”. “Não vejo o assunto assim”, disse o jovem. “Então”, disse o outro, “você ainda não vê como deve pregar. O modo certo de pregar é o seguinte: De cada aldeia minúscula na Inglaterra — não importa em que região — sempre sai, com toda a certeza, uma estrada para Londres. Embora talvez não haja estrada para outros lugares, certamente haverá uma estrada para Londres. Da mesma forma, de cada texto na Bíblia há uma estrada que leva a Jesus Cristo, e o modo certo de pregar é, simplesmente, dizendo: ‘Como posso, tomando esse texto como ponto de partida, chegar até Jesus Cristo?’ e, então, ir pregando pela estrada afora”. “Mas”, disse o jovem, “suponhamos que descubro um texto que não tem uma estrada que leva a Jesus Cristo?” “Faz quarenta anos que estou pregando”, disse o velho, “e nunca achei um texto bíblico assim; mas se chegar a achar um, passarei por sebes e cercas, e chegarei até Ele, porque nunca termino sem introduzir meu Mestre no sermão”.
Essa é uma verdade sobre pregação, mas a música, como pregação, precisa viver essa verdade. Precisamos, de algum modo, levar o tema que pregamos a Cristo; de algum modo, levar o tema da canção a Jesus. De algum modo levar ao carpinteiro de Nazaré que morreu para me salvar. Claro, nem todas as músicas são completamente cristocêntricas, Nem todas as músicas serão completamente baseadas nos atributos de Deus, ou completamente como um meio profundo de ensino; claro que elas serão um pouco mais focadas em um destes pontos do que outro. Mas, no conjunto, no canto congregacional como um todo, esses três pontos não podem faltar e não podem estar negligenciados em nenhuma música.
Por Yago Martins
Jesus fala com os mestres da Lei e diz o seguinte: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5:39). São as Escrituras que testificam de Jesus; e se nós compomos músicas que pregam verdades das Escrituras, compomos músicas que pregam verdades sobre Jesus.
Ele, falando com os discípulos no caminho de Emaús, em Lucas 24:27, diz: “E, começando por Moisés, e por todos os profetas, [Jesus] explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras”. Em toda a Escritura, em todo o Antigo Testamento… Jesus estava mostrando para aquelas pessoas que lá tudo testificava dEle. Se nós compomos músicas baseadas nas Escrituras, compomos músicas baseadas em Cristo, por que Jesus é tudo na Escritura.
Nós não temos essa noção por que nossas pregações não trazem essa verdade. Entenda: sobre quem a Bíblia fala? Ela fala sobre mim ou ela fala sobre Cristo? Nós ouvimos pregações que dizem: “O Antigo Testamento: Davi e Golias. Você é Davi, vença seus gigantes!”, ou então sobre todas as outras passagens: “Você é Ester, vá lá e enfrente o Rei”. Mas, será que nós somos Ester, nós somos Davi; ou Cristo é?
Jesus é Adão. Não um Adão que pecou, mas um Adão que venceu e sua vitória foi imputada sobre nós. Ele é o Cordeiro que foi morto no Éden, para encobrir a nudez dos pecadores. Ele é a Árvore da Vida que traz vida eterna para aqueles que o recebem e comem dEle. Ele é Abel, que o seu sangue clama, não por condenação, mas por justiça. Ele é Abraão, que saiu da terra para andar por outro país desconhecido, para criar um povo incontável. Ele é Jacó, que recebeu nossa ferida ao lutar por nós. Ele é Moisés guiando seu povo. Ele é a rocha de Moisés vertendo água. Ele é o galho lançado na Água amarga. Ele é Jó, o justo que sofreu. Ele é Davi, vencendo os gigantes que iam nos derrotar. Ele é Ester, indo diante do Rei interceder pelo povo. Ele é Jonas, sendo lançado no mar para salvar a tripulação. Ele é o cordeiro da páscoa, ele é o templo, ele é o profeta, ele é o sacerdote, ele é o rei, ele é o sacrifício, ele é a luz, ele é o pão, ele é o dízimo, ele é o sábado, ele é tudo. Cristo é, não você. Cristo é o conteúdo da Escritura. Se compomos músicas sobre a Escritura, compomos músicas sobre Cristo. Nossas músicas falam sobre quem? Sobre Jesus, primordialmente, ou sobre você?
Gosto muito de uma história de Charles Spurgeon, sobre um gaulês que ouviu um jovem pregar um sermão “magnífico, grandioso, pretensioso e bombástico”. Spurgeon continua:
“depois de chegar ao fim [do sermão], perguntou ao gaulês o que achava a respeito. O homem respondeu que não dava nenhum valor a ele. “E por que não?” “Porque não havia nele nada de Jesus Cristo.” “Ora”, disse o pregador, “mas meu texto não apontava naquela direção”. “Não importa”, disse o gaulês, “seu sermão deve seguir naquela direção”. “Não vejo o assunto assim”, disse o jovem. “Então”, disse o outro, “você ainda não vê como deve pregar. O modo certo de pregar é o seguinte: De cada aldeia minúscula na Inglaterra — não importa em que região — sempre sai, com toda a certeza, uma estrada para Londres. Embora talvez não haja estrada para outros lugares, certamente haverá uma estrada para Londres. Da mesma forma, de cada texto na Bíblia há uma estrada que leva a Jesus Cristo, e o modo certo de pregar é, simplesmente, dizendo: ‘Como posso, tomando esse texto como ponto de partida, chegar até Jesus Cristo?’ e, então, ir pregando pela estrada afora”. “Mas”, disse o jovem, “suponhamos que descubro um texto que não tem uma estrada que leva a Jesus Cristo?” “Faz quarenta anos que estou pregando”, disse o velho, “e nunca achei um texto bíblico assim; mas se chegar a achar um, passarei por sebes e cercas, e chegarei até Ele, porque nunca termino sem introduzir meu Mestre no sermão”.
Essa é uma verdade sobre pregação, mas a música, como pregação, precisa viver essa verdade. Precisamos, de algum modo, levar o tema que pregamos a Cristo; de algum modo, levar o tema da canção a Jesus. De algum modo levar ao carpinteiro de Nazaré que morreu para me salvar. Claro, nem todas as músicas são completamente cristocêntricas, Nem todas as músicas serão completamente baseadas nos atributos de Deus, ou completamente como um meio profundo de ensino; claro que elas serão um pouco mais focadas em um destes pontos do que outro. Mas, no conjunto, no canto congregacional como um todo, esses três pontos não podem faltar e não podem estar negligenciados em nenhuma música.
Por Yago Martins
terça-feira, 29 de março de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
MÊS DE ABRIL - EVANGELÍSMO E MISSÕES
Estará conosco em Apucarana, durante todo o mês de Abril, o ex-padre Lourival e sua esposa a ex-freira Maria de Fátima, testemunhando em todas as igrejas do campo.
Ex-padre já prega na Assembléia de Deus como evangélico
A cidade de Sousa viveu um reboliço com a notícia, que tomou conta das principais rádios da cidade, dando conta de que um padre havia se tornado evangélico. Trata-se do ex-padre Lourival Luiz de Sousa, ele que reside no Núcleo II, recebeu a ordenação ao sacerdócio católico (padre) em 18/06/2000 e exercia o sacerdócio há quase 10 anos, ao longo desse período ele foi o pároco das cidades de Aguiar/PB, Igaraci/PB, Diamante/PB, Boa Ventura/PB, Curral Velho/PB e Belém do Brejo do Cruz/PB, tendo visitas marcantes em igrejas de outras cidades, e, ainda era auxiliar nas igrejas de Sousa e Cajazeiras.
Ocorre que o mesmo, estudando a Palavra de Deus – a Bíblia Sagrada – percebeu, quando ainda exercia o sacerdócio na cidade de Diamente/PB em 2003 que estava ensinando uma doutrina que contraria a Bíblia Sagrada e, naquela cidade, começou a ensinar às pessoas que a Bíblia reprova a adoração às imagens de escultura (Sabedoria 15.15-18 – livro apócrifo; Êxodo 20.4,5; Isaías 45.20; Deuteronômio 4.15-19; ) e que o único Salvador é Jesus Cristo (João 4.23; Atos 4.12; I Timóteo 2.5) e nãos as tradições das igrejas. E prosseguiu ensinando que a Bíblia é o caminho para conduzir as pessoas a fazerem a vontade de Deus e se aproximarem de Deus (Tiago 4.8), devendo servi-lo de toda alma e de todo o coração (Marcos 12.30-33) e não apenas com obras de caridade, visto que a salvação é obtida pela graça de Deus, por meio da fé, sendo um dom de Deus e não vem das obras (caridades e coisas semelhantes) para que ninguém se glorie (Efésios 2.8,9).
Após, as reiteradas leituras da Bíblia integralmente o ex-padre Lourival passou a sentir forte desejo de ser evangélico e congregar numa igreja onde se adorasse a Deus verdadeiramente, onde os verdadeiros adoradores adoram ao Pai em espírito e em verdade (João 4.23). Baseado em João 8.32 (E conhecereis a verdade e a verdade – Jesus – vos libertará) e em João 8.36 (Se, pois, o Filho vos libertar verdadeiramente sereis livres).
Havia mais de um ano que o ex-padre era ouvinte cativo do Programa A Bíblia no Ar, programa radiofônico da AD-Sousa, levado ao ar pela Rádio Progresso de Sousa – AM 610, das 21 as 22 horas, de segunda a sexta-feira, e, no domingo, das 13 as 14 horas. O que chamava a atenção dele é que em tais programas nunca se falava contra a Igreja Católica, apenas se pregava a Palavra de Deus, e o genuíno e verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo e, aos poucos ele foi entendendo que Deus o queria na Assembleia de Deus, congregando com os irmãos da AD-Sousa.
E na última quarta-feira, dia 28/abril/2010, o ex-padre compareceu à Igreja Católica do Núcleo II, onde ele celebrava missas, para se despedir das pessoas e dizer em público que não mais seria celebraria missas, nem seria mais sacerdote, pois estaria assumindo Jesus como único salvador e governador de sua vida.
Na quarta-feira (2804/2010), às 19 horas, ao chegar na Igreja Católica, que estava lotada, ele pediu para abrirem a Bíblia em I Timóteo 2.5, onde diz que “há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” e disse: “Na Primeira Carta de Timóteo, capítulo 2 e versículo 5, está escrito que só há um Mediador entre Deus e os homens – Jesus Cristo, e a partir de hoje eu tomei a decisão de não mais ser católico e nem sacerdote e a partir de hoje eu sou evangélico da Igreja Assembleia de Deus”. As pessoas escandalizadas não acreditavam no que ouviam, uns choravam, outros diziam que o padre estava louco/doido, outros choravam… os parentes, pais e irmãos e irmãs tomaram um choque muito grande e estão chateados e escandalizados, inclusive uma sobrinha do mesmo disse que estava com raiva do mesmo e ele simplesmente disse que a perdoava, pois Deus é amor e nele havia agora o verdadeiro amor de Deus em seu coração.
Muito enfático, o ex-padre Lourival Luiz de Sousa disse que nem de longe passou pela cabeça de titubear, embora estivesse vendo muita gente chorando na igreja e muitos escandalizados, mas eles estava convicto da decisão de aceitar a Jesus como Salvador, pois a Bíblia diz que “quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e o quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim” (Mateus 10.37).
Já na sexta-feira, dia 30/abril/2010, o irmão Lourival participou de um grande culto na AD-Sousa, onde foi bem acolhido, com a presença do Pastor Alexandre Duarte da Costa, com a igreja superlotada, onde o mesmo adorou a Deus e testemunhou sobre a decisão de aceitar a Jesus, pedindo aos irmãos que orassem por ele, pois tem sido alvo de rejeição e de perseguição na sociedade sousense, sofrendo inclusive forte pressão da Igreja Católica para desistir da decisão de ser crente.
O Pastor Alexandre Duarte da Costa, juntamente com a Assembleia de Deus em Sousa/PB, acolheu muito bem o irmão Lourival e está prestando toda a assistência necessária ao novo irmão na fé, fornecendo apoio espiritual, social e material necessários ao fortalecimento da fé do novo irmão.
A Carta de Renúncia ao Sacerdócio Católico, preparada de próprio punho pelo ex-padre Lourival Luiz de Sousa, foi entregue, na manhã do sábado, dia 01/maio/2010, pessoalmente ao Bispo Diocesano D. José González na Diocese da Igreja Católica em Cajazeiras/PB, diocese a qual o ex-padre estava vinculado.
Fonte: Gazeta da Paraíba / Folha do Sertão
A cidade de Sousa viveu um reboliço com a notícia, que tomou conta das principais rádios da cidade, dando conta de que um padre havia se tornado evangélico. Trata-se do ex-padre Lourival Luiz de Sousa, ele que reside no Núcleo II, recebeu a ordenação ao sacerdócio católico (padre) em 18/06/2000 e exercia o sacerdócio há quase 10 anos, ao longo desse período ele foi o pároco das cidades de Aguiar/PB, Igaraci/PB, Diamante/PB, Boa Ventura/PB, Curral Velho/PB e Belém do Brejo do Cruz/PB, tendo visitas marcantes em igrejas de outras cidades, e, ainda era auxiliar nas igrejas de Sousa e Cajazeiras.
Ocorre que o mesmo, estudando a Palavra de Deus – a Bíblia Sagrada – percebeu, quando ainda exercia o sacerdócio na cidade de Diamente/PB em 2003 que estava ensinando uma doutrina que contraria a Bíblia Sagrada e, naquela cidade, começou a ensinar às pessoas que a Bíblia reprova a adoração às imagens de escultura (Sabedoria 15.15-18 – livro apócrifo; Êxodo 20.4,5; Isaías 45.20; Deuteronômio 4.15-19; ) e que o único Salvador é Jesus Cristo (João 4.23; Atos 4.12; I Timóteo 2.5) e nãos as tradições das igrejas. E prosseguiu ensinando que a Bíblia é o caminho para conduzir as pessoas a fazerem a vontade de Deus e se aproximarem de Deus (Tiago 4.8), devendo servi-lo de toda alma e de todo o coração (Marcos 12.30-33) e não apenas com obras de caridade, visto que a salvação é obtida pela graça de Deus, por meio da fé, sendo um dom de Deus e não vem das obras (caridades e coisas semelhantes) para que ninguém se glorie (Efésios 2.8,9).
Após, as reiteradas leituras da Bíblia integralmente o ex-padre Lourival passou a sentir forte desejo de ser evangélico e congregar numa igreja onde se adorasse a Deus verdadeiramente, onde os verdadeiros adoradores adoram ao Pai em espírito e em verdade (João 4.23). Baseado em João 8.32 (E conhecereis a verdade e a verdade – Jesus – vos libertará) e em João 8.36 (Se, pois, o Filho vos libertar verdadeiramente sereis livres).
Havia mais de um ano que o ex-padre era ouvinte cativo do Programa A Bíblia no Ar, programa radiofônico da AD-Sousa, levado ao ar pela Rádio Progresso de Sousa – AM 610, das 21 as 22 horas, de segunda a sexta-feira, e, no domingo, das 13 as 14 horas. O que chamava a atenção dele é que em tais programas nunca se falava contra a Igreja Católica, apenas se pregava a Palavra de Deus, e o genuíno e verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo e, aos poucos ele foi entendendo que Deus o queria na Assembleia de Deus, congregando com os irmãos da AD-Sousa.
E na última quarta-feira, dia 28/abril/2010, o ex-padre compareceu à Igreja Católica do Núcleo II, onde ele celebrava missas, para se despedir das pessoas e dizer em público que não mais seria celebraria missas, nem seria mais sacerdote, pois estaria assumindo Jesus como único salvador e governador de sua vida.
Na quarta-feira (2804/2010), às 19 horas, ao chegar na Igreja Católica, que estava lotada, ele pediu para abrirem a Bíblia em I Timóteo 2.5, onde diz que “há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” e disse: “Na Primeira Carta de Timóteo, capítulo 2 e versículo 5, está escrito que só há um Mediador entre Deus e os homens – Jesus Cristo, e a partir de hoje eu tomei a decisão de não mais ser católico e nem sacerdote e a partir de hoje eu sou evangélico da Igreja Assembleia de Deus”. As pessoas escandalizadas não acreditavam no que ouviam, uns choravam, outros diziam que o padre estava louco/doido, outros choravam… os parentes, pais e irmãos e irmãs tomaram um choque muito grande e estão chateados e escandalizados, inclusive uma sobrinha do mesmo disse que estava com raiva do mesmo e ele simplesmente disse que a perdoava, pois Deus é amor e nele havia agora o verdadeiro amor de Deus em seu coração.
Muito enfático, o ex-padre Lourival Luiz de Sousa disse que nem de longe passou pela cabeça de titubear, embora estivesse vendo muita gente chorando na igreja e muitos escandalizados, mas eles estava convicto da decisão de aceitar a Jesus como Salvador, pois a Bíblia diz que “quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e o quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim” (Mateus 10.37).
Já na sexta-feira, dia 30/abril/2010, o irmão Lourival participou de um grande culto na AD-Sousa, onde foi bem acolhido, com a presença do Pastor Alexandre Duarte da Costa, com a igreja superlotada, onde o mesmo adorou a Deus e testemunhou sobre a decisão de aceitar a Jesus, pedindo aos irmãos que orassem por ele, pois tem sido alvo de rejeição e de perseguição na sociedade sousense, sofrendo inclusive forte pressão da Igreja Católica para desistir da decisão de ser crente.
O Pastor Alexandre Duarte da Costa, juntamente com a Assembleia de Deus em Sousa/PB, acolheu muito bem o irmão Lourival e está prestando toda a assistência necessária ao novo irmão na fé, fornecendo apoio espiritual, social e material necessários ao fortalecimento da fé do novo irmão.
A Carta de Renúncia ao Sacerdócio Católico, preparada de próprio punho pelo ex-padre Lourival Luiz de Sousa, foi entregue, na manhã do sábado, dia 01/maio/2010, pessoalmente ao Bispo Diocesano D. José González na Diocese da Igreja Católica em Cajazeiras/PB, diocese a qual o ex-padre estava vinculado.
Fonte: Gazeta da Paraíba / Folha do Sertão
terça-feira, 22 de março de 2011
Tomás de Aquino e a vaca que voava
by Marcello de Oliveira on 21. mar, 2011 in Estudos Bíblicos
Contam que Tomás de Aquino encontrava-se em sua sala, no convento de São Jaques, curvado sobre obscuros manuscritos medievais, quando de repente, um frade entra na sala e exclama:
- Venha ver, irmão Tomás, venha ver uma vaca voando!
Tranquilamente, o grande doutor da igreja ergue-se do banco, deixou a sala e, vindo para o átrio do mosteiro, pôs-se a olhar o céu, colocando as mãos sobre os olhos fatigados do estudo. Ao vê-lo assim, o frade jovial desatou a rir com intensidade.
- Ora, irmão Tomás, então sois tão crédulo a ponto de acreditardes que uma vaca pudesse voar?
- Por que não, meu amigo? Tornou o santo.
E com a mesma simplicidade e rara sabedoria disse:
- Eu prefiro admitir uma vaca voar a acreditar que um religioso pudesse mentir.
by Marcello de Oliveira on 21. mar, 2011 in Estudos Bíblicos
Contam que Tomás de Aquino encontrava-se em sua sala, no convento de São Jaques, curvado sobre obscuros manuscritos medievais, quando de repente, um frade entra na sala e exclama:
- Venha ver, irmão Tomás, venha ver uma vaca voando!
Tranquilamente, o grande doutor da igreja ergue-se do banco, deixou a sala e, vindo para o átrio do mosteiro, pôs-se a olhar o céu, colocando as mãos sobre os olhos fatigados do estudo. Ao vê-lo assim, o frade jovial desatou a rir com intensidade.
- Ora, irmão Tomás, então sois tão crédulo a ponto de acreditardes que uma vaca pudesse voar?
- Por que não, meu amigo? Tornou o santo.
E com a mesma simplicidade e rara sabedoria disse:
- Eu prefiro admitir uma vaca voar a acreditar que um religioso pudesse mentir.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Arminianismo
Justo L. Gonzaléz
ARMINIANISMO. A posição de Jacob Armínio (1560-1609) e seus seguidores – frequentemente conhecidos como remonstrantes – quanto à graça, o livre-arbítrio, à predestinação e à perseverança dos crentes. Armínio era um teólogo calvinista holandês que, em todos aqueles pontos nos quais a tradição reformada diferia da católica ou da luterana, continuou sendo calvinista. É importante recordar isso, visto que frequentemente se diz que o arminianismo é o contrário do calvinisrno, quando na realidade tanto Arrnínio como seus seguidores eram calvinistas em todos os pontos, exceto nos que debatiam. Além disso, é necessário notar que o debate envolvia também o interesse de um dos grupos em sublinhar o calvinismo estrito a fim de salvaguardar a independência recentemente conquistada do país, enquanto que o outro buscava posições que tornassem mais fácil para o país comercializar com outros que não fossem estritamente calvinistas. Em parte, por essa razão, os calvinistas estritos fundamentavam seus argumentos sobre as Escrituras, e o princípio da justificação só pela graça, construindo sobre isso um sistema rigidamente lógico e racional, enquanto seus opositores desenvolveram argumentos igualmente coerentes fundamentados sobre os princípios geralmente aceitos da religião – razão pela qual em certo modo foram precursores do racionalismo.
Armínio envolveu-se em um debate quando resolveu refutar as opiniões daqueles que rejeitavam a doutrina calvinista estrita da predestinação. Mas então se convenceu de que eram eles que tinham razão, e se tornou o principal defensor dessa posição. Os calvinistas estritos que se opuseram a ele e que mais tarde condenaram seus ensinamentos eram supralapsarianos. Sustentavam que Deus havia decretado antes de tudo a eleição de alguns e a reprovação de outros, e depois havia decretado a queda e suas consequências, de tal modo que o decreto inicial da eleição e reprovação pudesse ser cumprido. Também sustentavam que as consequências da queda são tais que toda a natureza humana está totalmente depravada, e que o decreto da predestinação é tal que Cristo morreu unicamente pelos eleitos, e não por toda a humanidade. Em princípio, Armínio tratou de responder a essas opiniões adotando uma posição infralapsariana; mas logo se convenceu de que isso não bastava. Criticou então seus adversários argumentando, em primeiro lugar, que sua discussão dos decretos da predestinação não era suficientemente cristocêntrica, visto que o verdadeiro grande decreto da predestinação é aquele “pelo qual Cristo foi destacado por Deus para ser o salvador, a cabeça e o fundamento daqueles que herdarão a salvação”; e, em segundo lugar, que a predestinação dos fiéis por parte de Deus baseia-se em sua presciência de sua fé futura.
Visto que a doutrina da predestinação de seus opositores se fundamenta na primazia da graça, e de uma graça irresistivel, Armínio respondeu propondo uma graça “preveniente” ou “preventiva”, que Deus dá a todos, e que os capacita para aceitar a graça salvadora se assim decidirem. E, visto que a graça não é irresistivel, isso implica que é possível um crente, mesmo depois de haver recebido a graça salvadora, cair dela. Foi contra todas essas propostas dos arminianos que o Sínodo de Dordrecht, ou de Dort (1618-19) afirmou os cinco pontos principais do calvinismo estrito, a depravação total da humanidade, a eleição incondicional, a expiação limitada por parte de Cristo, a graça irresistivel, e perseverança dos fiéis.
As teorias de Armínio foram adotadas por vários teólogos de tradição reformada que não estavam dispostos a levar seu calvinismo às consequências que Dordrecht as havia levado. O mais destacado entre eles foi João Wesley (1703-91). Entre os batistas ingleses, aqueles que aceitaram o arminianismo receberam o nome de “batistas gerais”, porque insistiam que Cristo morreu por todos, enquanto que aqueles que ensinavam a expiação limitada foram chamados “batistas particulares”.
Justo L. Gonzaléz
ARMINIANISMO. A posição de Jacob Armínio (1560-1609) e seus seguidores – frequentemente conhecidos como remonstrantes – quanto à graça, o livre-arbítrio, à predestinação e à perseverança dos crentes. Armínio era um teólogo calvinista holandês que, em todos aqueles pontos nos quais a tradição reformada diferia da católica ou da luterana, continuou sendo calvinista. É importante recordar isso, visto que frequentemente se diz que o arminianismo é o contrário do calvinisrno, quando na realidade tanto Arrnínio como seus seguidores eram calvinistas em todos os pontos, exceto nos que debatiam. Além disso, é necessário notar que o debate envolvia também o interesse de um dos grupos em sublinhar o calvinismo estrito a fim de salvaguardar a independência recentemente conquistada do país, enquanto que o outro buscava posições que tornassem mais fácil para o país comercializar com outros que não fossem estritamente calvinistas. Em parte, por essa razão, os calvinistas estritos fundamentavam seus argumentos sobre as Escrituras, e o princípio da justificação só pela graça, construindo sobre isso um sistema rigidamente lógico e racional, enquanto seus opositores desenvolveram argumentos igualmente coerentes fundamentados sobre os princípios geralmente aceitos da religião – razão pela qual em certo modo foram precursores do racionalismo.
Armínio envolveu-se em um debate quando resolveu refutar as opiniões daqueles que rejeitavam a doutrina calvinista estrita da predestinação. Mas então se convenceu de que eram eles que tinham razão, e se tornou o principal defensor dessa posição. Os calvinistas estritos que se opuseram a ele e que mais tarde condenaram seus ensinamentos eram supralapsarianos. Sustentavam que Deus havia decretado antes de tudo a eleição de alguns e a reprovação de outros, e depois havia decretado a queda e suas consequências, de tal modo que o decreto inicial da eleição e reprovação pudesse ser cumprido. Também sustentavam que as consequências da queda são tais que toda a natureza humana está totalmente depravada, e que o decreto da predestinação é tal que Cristo morreu unicamente pelos eleitos, e não por toda a humanidade. Em princípio, Armínio tratou de responder a essas opiniões adotando uma posição infralapsariana; mas logo se convenceu de que isso não bastava. Criticou então seus adversários argumentando, em primeiro lugar, que sua discussão dos decretos da predestinação não era suficientemente cristocêntrica, visto que o verdadeiro grande decreto da predestinação é aquele “pelo qual Cristo foi destacado por Deus para ser o salvador, a cabeça e o fundamento daqueles que herdarão a salvação”; e, em segundo lugar, que a predestinação dos fiéis por parte de Deus baseia-se em sua presciência de sua fé futura.
Visto que a doutrina da predestinação de seus opositores se fundamenta na primazia da graça, e de uma graça irresistivel, Armínio respondeu propondo uma graça “preveniente” ou “preventiva”, que Deus dá a todos, e que os capacita para aceitar a graça salvadora se assim decidirem. E, visto que a graça não é irresistivel, isso implica que é possível um crente, mesmo depois de haver recebido a graça salvadora, cair dela. Foi contra todas essas propostas dos arminianos que o Sínodo de Dordrecht, ou de Dort (1618-19) afirmou os cinco pontos principais do calvinismo estrito, a depravação total da humanidade, a eleição incondicional, a expiação limitada por parte de Cristo, a graça irresistivel, e perseverança dos fiéis.
As teorias de Armínio foram adotadas por vários teólogos de tradição reformada que não estavam dispostos a levar seu calvinismo às consequências que Dordrecht as havia levado. O mais destacado entre eles foi João Wesley (1703-91). Entre os batistas ingleses, aqueles que aceitaram o arminianismo receberam o nome de “batistas gerais”, porque insistiam que Cristo morreu por todos, enquanto que aqueles que ensinavam a expiação limitada foram chamados “batistas particulares”.
TODO PREGADOR DEVE SABER!
Pregação e pregadores pentecostais? Do que estamos falando? De algum tipo ou classe especial de pregação e pregadores? Não. Pregação e pregadores pentecostais se fundamentam no perfil bíblico da pregação e do pregador da palavra de Deus. Observemos algumas características da pregação e dos pregadores genuinamente pentecostais:
PREGAÇÃO PENTECOSTAL É AQUELA FUNDAMENTADA NA BÍBLIA SAGRADA
Na primeira pregação após o derramamento do Espírito Santo em Pentecostes (At 2.1-4), o apóstolo Pedro fundamentou a sua mensagem nas Escrituras do Antigo Testamento, citando o profeta Joel:
"Então, se levantou Pedro, com os onze; e, erguendo a voz, advertiu-os nestes termos: Varões judeus e todos os habitantes de Jerusalém, tomai conhecimento disto e atentai nas minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vindes pensando, sendo esta a terceira hora do dia. Mas o que ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel: E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos; até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão. Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais embaixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor. E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo." (At 2.14-21)
Pedro citou também os Salmos:
"Porque a respeito dele diz Davi: Diante de mim via sempre o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja abalado. Por isso, se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; além disto, também a minha própria carne repousará em esperança, porque não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, encher-me-ás de alegria na tua presença." (At 2.25-28)
"Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita,até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés." (At 2.34-35)
Estêvão, discorrendo diante dos seus acusadores (At 7.1-53), faz igualmente uso das sagradas Escrituras, citando textos de Gênesis, Êxodo, Levítico, Deuteronômio, Salmos, Josué, Isaías, Jeremias, Amós, Neemias, 1 e 2 Samuel, 1 Reis, 1 e 2 Crônicas e Ezequiel.
Toda pregação genuinamente pentecostal não se fundamenta em sonhos, visões ou revelações, se fundamenta na Palavra. Quando sonhos, visões ou revelações são citados, devem ser analisados à luz das Escrituras.
PREGAÇÃO PENTECOSTAL NÃO É RESULTADO DA DISTORÇÃO OU DA MÁ INTERPRETAÇÃO DO TEXTO SAGRADO
A pregação pentecostal precisa ser fiel ao texto bíblico. Para isso, precisa-se aplicar à interpretação bíblica o método histórico-gramatical, que considera o significado do texto para o escritor e seus destinatários originais. Filipe, o diácono evangelista, foi um grande exemplo de fidelidade à interpretação bíblica:
"Um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Dispõe-te e vai para o lado do Sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto. Ele se levantou e foi. Eis que um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todo o seu tesouro, que viera adorar em Jerusalém, estava de volta e, assentado no seu carro, vinha lendo o profeta Isaías. Então, disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha-o. Correndo Filipe, ouviu-o ler o profeta Isaías e perguntou: Compreendes o que vens lendo? Ele respondeu: Como poderei entender, se alguém não me explicar? E convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: Foi levado como ovelha ao matadouro; e, como um cordeiro mudo perante o seu tosquiador, assim ele não abriu a boca. Na sua humilhação, lhe negaram justiça; quem lhe poderá descrever a geração? Porque da terra a sua vida é tirada. Então, o eunuco disse a Filipe: Peço-te que me expliques a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro? Então, Filipe explicou; e, começando por esta passagem da Escritura, anunciou-lhe a Jesus." (At 8.26-35)
Distorcer ou interpretar de forma equivocada as Escrituras é um ato irresponsável e inaceitável para um pregador pentecostal. Com o propósito de agradar e de manipular as massas, muitos absurdos estão sendo ditos e pregados em nossos púlpitos, sob a alegação de estar sendo pregada a genuína mensagem de Deus.
Um caso típico é a exposição do Salmo 68.4.
Ao tentar falar da possibilidade da “ação imediata de Deus”, alguns pregadores utilizam geralmente a seguinte expressão: “A Bíblia diz que o seu nome é Já”.
A Bíblia diz isto? Em qual texto?
O fato é que o Salmo 68.4 (e outros textos), nas versões mais antigas da Bíblia foi traduzido da seguinte forma:
“…pois o seu nome é JÁ”.
Observe que nas traduções mais antigas o termo foi traduzido com as duas letras (J e A) na forma maiúscula.
JÁ é uma forma contraída de Yahweh (um dos nomes de Deus no hebraico). O termo ocorre muitas vezes no Velho Testamento. Esta forma contraída entra na composição de diversos nomes próprios bíblicos, e na formação da palavra Aleluia, que significa “louvado seja Yah” (Sl 150.1,6).
Nas versões mais recentes a tradução JÁ, JÁH ou YAH foi trocada por “SENHOR” (ARA) e “JEOVÁ” (ARC);
“Cantai a Deus, salmodiai o seu nome; exaltai o que cavalga sobre as nuvens. SENHOR é o seu nome, exultai diante dele.” (Sl 68.4, ARA)
“Cantai a Deus, cantai louvores ao seu nome; louvai aquele que vai sobre os céus, pois o seu nome é JEOVÁ; exultai diante dele.” (Sl 68.4, ARC)
Deus faz as coisas “Já” se quiser? É claro que sim, mas, não é isto que os textos onde aparece a contração “JÁ”, “JÁH” ou “YAH” significa.
Este é um, de tantos outros exemplos que poderíamos citar (Jó 42).
PREGAÇÃO PENTECOSTAL É SIMPLES E PODEROSA
O propósito da pregação é comunicar a verdade de Deus. Comunicação só acontece quando a mensagem emitida é recebida e compreendida pelo receptor. Todos os grandes pregadores pentecostais, por mais cultos e inteligentes que foram, falaram com simplicidade, clareza e poder para os seus ouvintes. Sobre isso escreveu Paulo:
"Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus. " (1 Co 2.1-5)
Apesar de seu vasto conhecimento teológico, o apóstolo Paulo não se preocupava em demonstrar erudição, intelectualismo ou qualquer outra qualidade acadêmica. Seu interesse estava em pregar com simplicidade, clareza e poder a palavra de Deus.
É lamentável ver nos dias atuais, em decorrência de algum nível de formação acadêmica por parte de pregadores, muitas pregações se transformando em meras exposições intelectuais. Pura verborréia acadêmica e teológica, destituídas de graça e poder do Espírito.
A pregação pentecostal deve ser simples e poderosa, clara e profunda. Trata-se aqui de um poder e de uma profundidade que alcançam o intelecto, tocam as emoções e direcionam a vontade humana.
PREGADORES PENTECOSTAIS NÃO BUSCAM A PRÓPRIA GLÓRIA
Em plena sociedade do espetáculo, influenciados por uma cultura narcísica, muitos pregadores buscam ansiosamente pela glória do púlpito.
Os referenciais bíblicos são mais uma vez necessários, para que toda uma geração de novos pregadores possa retornar à palavra, tendo-a como modelo e referência para o ministério da pregação.
Observemos o exemplo de Pedro:
"No dia imediato, entrou em Cesaréia. Cornélio estava esperando por eles, tendo reunido seus parentes e amigos íntimos. Aconteceu que, indo Pedro a entrar, lhe saiu Cornélio ao encontro e, prostrando-se-lhe aos pés, o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Ergue-te, que eu também sou homem." (At 10.24-26)
Pedro, o primeiro a pregar após o derramar do Espírito em Pentecostes, com um ministério marcado por curas e libertações, ao ser recebido pelo centurião Cornélio, foi adorado pelo mesmo, mas não alimentou tal atitude, pelo contrário, ordenou que se levantasse, pois era homem tanto quanto ele, falho imperfeito e limitado. Pedro entendia que era a graça de Jesus que operava por sua vida. Hoje, ao contrário de Pedro, muitos pregadores buscam adoradores para si mesmos.
Paulo não fica atrás em termos de exemplo:
"Em Listra, costumava estar assentado certo homem aleijado, paralítico desde o seu nascimento, o qual jamais pudera andar. Esse homem ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos e vendo que possuía fé para ser curado, disse-lhe em alta voz: Apruma-te direito sobre os pés! Ele saltou e andava. Quando as multidões viram o que Paulo fizera, gritaram em língua licaônica, dizendo: Os deuses, em forma de homens, baixaram até nós. A Barnabé chamavam Júpiter, e a Paulo, Mercúrio, porque era este o principal portador da palavra. O sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trazendo para junto das portas touros e grinaldas, queria sacrificar juntamente com as multidões. Porém, ouvindo isto, os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgando as suas vestes, saltaram para o meio da multidão, clamando: Senhores, por que fazeis isto? Nós também somos homens como vós, sujeitos aos mesmos sentimentos, e vos anunciamos o evangelho para que destas coisas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles; o qual, nas gerações passadas, permitiu que todos os povos andassem nos seus próprios caminhos; contudo, não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo o vosso coração de fartura e de alegria. Dizendo isto, foi ainda com dificuldade que impediram as multidões de lhes oferecerem sacrifícios." (At 14.8-18)
Assim como nos dias de Paulo, multidões diariamente desejam "sacrificar" aos pregadores da atualidade. A mentalidade idólatra é a mesma. O pior é que muitos aceitam e promovem o sacrifício a si mesmos. Em vez de impedir as multidões, incentivam as mesmas. Quanto mais idolatrados, mas gostam, mas querem, mais desejam.
Que os pregadores pentecostais da atualidade possam aprender com os grandes exemplos de Pedro e Paulo.
PREGADORES PENTECOSTAIS NÃO MANIPULAM A CONVERSÃO DE VIDAS
É provável que em algum momento de sua vida, ou você testemunhou, ou foi vítima de um pregador manipulador.
Pregadores manipuladores entendem, que a "confirmação" da autenticidade e da espiritualidade da mensagem que pregam depende exclusivamente dos resultados imediatos. Dessa forma, fazem de tudo, usam de todos os artifícios possíveis para que vidas venham à frente diante do seu apelo. Eu mesmo já vi muita coisa desse tipo. Como exemplo, posso citar casos onde o pregador mandou que os visitantes ficassem de pé, dirigindo a palavra para eles, para em seguida tentar de forma clara constrangê-los a vir à frente. Em alguns casos, já vi pregador orientar para que os irmãos arrastassem pelos braços os não crentes.
Pregadores pentecostais precisam entender, que os resultados de uma pregação genuinamente pentecostal nem sempre são imediatos. Há muitas vidas que não aceitam o apelo do pregador, mas levam consigo a mensagem no coração, para futuramente se converterem ao Evangelho de Jesus. O pregador só precisa ter a consciência que orou, estudou a Palavra e colocou a mensagem sob a direção do Espírito.
Quando lemos nas Escrituras o registro da primeira pregação pentecostal, encontramos lá o seguinte trecho:
"Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar. Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas." (At 2.36-41)
Extraímos do texto acima as seguintes lições:
- Pregadores pentecostais não pregam o que as pessoas gostariam de ouvir. Pregam o que elas precisam ouvir, possibilitando dessa forma, que tomem consciência da sua condição de pecadores;
- Pregadores pentecostais não pregam apenas às emoções de seus ouvintes. Pregam também à sua vontade e intelecto;
- Pregadores pentecostais simplesmente pregam. A palavra deve ser aceita pelos ouvintes, e não imposta aos ouvintes.
Preguemos dessa forma, e deixemos que o Espírito Santo trabalhe no coração dos nossos ouvintes.
PREGADORES PENTECOSTAIS NÃO TENTAM MANIPULAR O PODER E O MOVER DO ESPÍRITO
A manipulação do poder do Espírito é algo impossível de ser realizado. Os homens podem ser manipulados, mas o Espírito nunca. Com o objetivo de demonstrar poder e autoridade espiritual, alguns pregadores usam e abusam das mais estranhas práticas, fazem e falam as mais absurdas bobagens. Pulam, gritam, choram, riem, deitam, correm, afirmam estar vendo anjos e fogo, profetizam, agonizam, tudo isso para tentar impressionar o público, que quando ingênuo, acaba acreditando no que falam, e fica admirado com o que observa.
Não estou afirmando que o pregador deve ser uma máquina no púlpito, que não pode expressar suas emoções e sentimentos. Falo é dos exageros das pseudas demonstrações de poder. Um exemplo de pregação poderosa pode ser vista em Atos 10.44-46:
"E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus. "
Pregadores pentecostais não precisam tentar manipular o poder do Espírito. Só precisam pregar no poder do Espírito.
PREGADORES PENTECOSTAIS NÃO PREGAM APENAS ÀS MULTIDÕES
Na sociedade do espetáculo, quanto maior o público, melhor. Pregadores genuinamente pentecostais pregam para cem mil ouvintes, e com a mesma motivação pregam para apenas um ouvinte.
O diácono e evangelista Filipe foi um pregador pentecostal que atraiu multidões:
"Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo. As multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava. Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados. E houve grande alegria naquela cidade." (At 8.5-8)
Na hora que precisou deixar as multidões, para na direção do Senhor pregar a um só homem, Filipe não esitou e nem desanimou. Cumpriu com humildade e excelência a tarefa que lhe foi dada:
"Um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Dispõe-te e vai para o lado do Sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto. Ele se levantou e foi. Eis que um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todo o seu tesouro, que viera adorar em Jerusalém, estava de volta e, assentado no seu carro, vinha lendo o profeta Isaías. Então, disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha-o. Correndo Filipe, ouviu-o ler o profeta Isaías e perguntou: Compreendes o que vens lendo? Ele respondeu: Como poderei entender, se alguém não me explicar? E convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: Foi levado como ovelha ao matadouro; e, como um cordeiro mudo perante o seu tosquiador, assim ele não abriu a boca. Na sua humilhação, lhe negaram justiça; quem lhe poderá descrever a geração? Porque da terra a sua vida é tirada. Então, o eunuco disse a Filipe: Peço-te que me expliques a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro? Então, Filipe explicou; e, começando por esta passagem da Escritura, anunciou-lhe a Jesus. Seguindo eles caminho fora, chegando a certo lugar onde havia água, disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que seja eu batizado? {Filipe respondeu: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.} Então, mandou parar o carro, ambos desceram à água, e Filipe batizou o eunuco." (At 8.26-38)
Pregadores pentecostais podem até atrair multidões, mas não se apegam à elas.
Que o Senhor, neste início de século, levante muitos pregadores genuinamente pentecostais para uma grande semeadura, e para uma maravilhosa colheita em todo o mundo!
PREGAÇÃO PENTECOSTAL É AQUELA FUNDAMENTADA NA BÍBLIA SAGRADA
Na primeira pregação após o derramamento do Espírito Santo em Pentecostes (At 2.1-4), o apóstolo Pedro fundamentou a sua mensagem nas Escrituras do Antigo Testamento, citando o profeta Joel:
"Então, se levantou Pedro, com os onze; e, erguendo a voz, advertiu-os nestes termos: Varões judeus e todos os habitantes de Jerusalém, tomai conhecimento disto e atentai nas minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vindes pensando, sendo esta a terceira hora do dia. Mas o que ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel: E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos; até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão. Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais embaixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor. E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo." (At 2.14-21)
Pedro citou também os Salmos:
"Porque a respeito dele diz Davi: Diante de mim via sempre o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja abalado. Por isso, se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; além disto, também a minha própria carne repousará em esperança, porque não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, encher-me-ás de alegria na tua presença." (At 2.25-28)
"Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita,até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés." (At 2.34-35)
Estêvão, discorrendo diante dos seus acusadores (At 7.1-53), faz igualmente uso das sagradas Escrituras, citando textos de Gênesis, Êxodo, Levítico, Deuteronômio, Salmos, Josué, Isaías, Jeremias, Amós, Neemias, 1 e 2 Samuel, 1 Reis, 1 e 2 Crônicas e Ezequiel.
Toda pregação genuinamente pentecostal não se fundamenta em sonhos, visões ou revelações, se fundamenta na Palavra. Quando sonhos, visões ou revelações são citados, devem ser analisados à luz das Escrituras.
PREGAÇÃO PENTECOSTAL NÃO É RESULTADO DA DISTORÇÃO OU DA MÁ INTERPRETAÇÃO DO TEXTO SAGRADO
A pregação pentecostal precisa ser fiel ao texto bíblico. Para isso, precisa-se aplicar à interpretação bíblica o método histórico-gramatical, que considera o significado do texto para o escritor e seus destinatários originais. Filipe, o diácono evangelista, foi um grande exemplo de fidelidade à interpretação bíblica:
"Um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Dispõe-te e vai para o lado do Sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto. Ele se levantou e foi. Eis que um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todo o seu tesouro, que viera adorar em Jerusalém, estava de volta e, assentado no seu carro, vinha lendo o profeta Isaías. Então, disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha-o. Correndo Filipe, ouviu-o ler o profeta Isaías e perguntou: Compreendes o que vens lendo? Ele respondeu: Como poderei entender, se alguém não me explicar? E convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: Foi levado como ovelha ao matadouro; e, como um cordeiro mudo perante o seu tosquiador, assim ele não abriu a boca. Na sua humilhação, lhe negaram justiça; quem lhe poderá descrever a geração? Porque da terra a sua vida é tirada. Então, o eunuco disse a Filipe: Peço-te que me expliques a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro? Então, Filipe explicou; e, começando por esta passagem da Escritura, anunciou-lhe a Jesus." (At 8.26-35)
Distorcer ou interpretar de forma equivocada as Escrituras é um ato irresponsável e inaceitável para um pregador pentecostal. Com o propósito de agradar e de manipular as massas, muitos absurdos estão sendo ditos e pregados em nossos púlpitos, sob a alegação de estar sendo pregada a genuína mensagem de Deus.
Um caso típico é a exposição do Salmo 68.4.
Ao tentar falar da possibilidade da “ação imediata de Deus”, alguns pregadores utilizam geralmente a seguinte expressão: “A Bíblia diz que o seu nome é Já”.
A Bíblia diz isto? Em qual texto?
O fato é que o Salmo 68.4 (e outros textos), nas versões mais antigas da Bíblia foi traduzido da seguinte forma:
“…pois o seu nome é JÁ”.
Observe que nas traduções mais antigas o termo foi traduzido com as duas letras (J e A) na forma maiúscula.
JÁ é uma forma contraída de Yahweh (um dos nomes de Deus no hebraico). O termo ocorre muitas vezes no Velho Testamento. Esta forma contraída entra na composição de diversos nomes próprios bíblicos, e na formação da palavra Aleluia, que significa “louvado seja Yah” (Sl 150.1,6).
Nas versões mais recentes a tradução JÁ, JÁH ou YAH foi trocada por “SENHOR” (ARA) e “JEOVÁ” (ARC);
“Cantai a Deus, salmodiai o seu nome; exaltai o que cavalga sobre as nuvens. SENHOR é o seu nome, exultai diante dele.” (Sl 68.4, ARA)
“Cantai a Deus, cantai louvores ao seu nome; louvai aquele que vai sobre os céus, pois o seu nome é JEOVÁ; exultai diante dele.” (Sl 68.4, ARC)
Deus faz as coisas “Já” se quiser? É claro que sim, mas, não é isto que os textos onde aparece a contração “JÁ”, “JÁH” ou “YAH” significa.
Este é um, de tantos outros exemplos que poderíamos citar (Jó 42).
PREGAÇÃO PENTECOSTAL É SIMPLES E PODEROSA
O propósito da pregação é comunicar a verdade de Deus. Comunicação só acontece quando a mensagem emitida é recebida e compreendida pelo receptor. Todos os grandes pregadores pentecostais, por mais cultos e inteligentes que foram, falaram com simplicidade, clareza e poder para os seus ouvintes. Sobre isso escreveu Paulo:
"Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus. " (1 Co 2.1-5)
Apesar de seu vasto conhecimento teológico, o apóstolo Paulo não se preocupava em demonstrar erudição, intelectualismo ou qualquer outra qualidade acadêmica. Seu interesse estava em pregar com simplicidade, clareza e poder a palavra de Deus.
É lamentável ver nos dias atuais, em decorrência de algum nível de formação acadêmica por parte de pregadores, muitas pregações se transformando em meras exposições intelectuais. Pura verborréia acadêmica e teológica, destituídas de graça e poder do Espírito.
A pregação pentecostal deve ser simples e poderosa, clara e profunda. Trata-se aqui de um poder e de uma profundidade que alcançam o intelecto, tocam as emoções e direcionam a vontade humana.
PREGADORES PENTECOSTAIS NÃO BUSCAM A PRÓPRIA GLÓRIA
Em plena sociedade do espetáculo, influenciados por uma cultura narcísica, muitos pregadores buscam ansiosamente pela glória do púlpito.
Os referenciais bíblicos são mais uma vez necessários, para que toda uma geração de novos pregadores possa retornar à palavra, tendo-a como modelo e referência para o ministério da pregação.
Observemos o exemplo de Pedro:
"No dia imediato, entrou em Cesaréia. Cornélio estava esperando por eles, tendo reunido seus parentes e amigos íntimos. Aconteceu que, indo Pedro a entrar, lhe saiu Cornélio ao encontro e, prostrando-se-lhe aos pés, o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Ergue-te, que eu também sou homem." (At 10.24-26)
Pedro, o primeiro a pregar após o derramar do Espírito em Pentecostes, com um ministério marcado por curas e libertações, ao ser recebido pelo centurião Cornélio, foi adorado pelo mesmo, mas não alimentou tal atitude, pelo contrário, ordenou que se levantasse, pois era homem tanto quanto ele, falho imperfeito e limitado. Pedro entendia que era a graça de Jesus que operava por sua vida. Hoje, ao contrário de Pedro, muitos pregadores buscam adoradores para si mesmos.
Paulo não fica atrás em termos de exemplo:
"Em Listra, costumava estar assentado certo homem aleijado, paralítico desde o seu nascimento, o qual jamais pudera andar. Esse homem ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos e vendo que possuía fé para ser curado, disse-lhe em alta voz: Apruma-te direito sobre os pés! Ele saltou e andava. Quando as multidões viram o que Paulo fizera, gritaram em língua licaônica, dizendo: Os deuses, em forma de homens, baixaram até nós. A Barnabé chamavam Júpiter, e a Paulo, Mercúrio, porque era este o principal portador da palavra. O sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trazendo para junto das portas touros e grinaldas, queria sacrificar juntamente com as multidões. Porém, ouvindo isto, os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgando as suas vestes, saltaram para o meio da multidão, clamando: Senhores, por que fazeis isto? Nós também somos homens como vós, sujeitos aos mesmos sentimentos, e vos anunciamos o evangelho para que destas coisas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles; o qual, nas gerações passadas, permitiu que todos os povos andassem nos seus próprios caminhos; contudo, não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo o vosso coração de fartura e de alegria. Dizendo isto, foi ainda com dificuldade que impediram as multidões de lhes oferecerem sacrifícios." (At 14.8-18)
Assim como nos dias de Paulo, multidões diariamente desejam "sacrificar" aos pregadores da atualidade. A mentalidade idólatra é a mesma. O pior é que muitos aceitam e promovem o sacrifício a si mesmos. Em vez de impedir as multidões, incentivam as mesmas. Quanto mais idolatrados, mas gostam, mas querem, mais desejam.
Que os pregadores pentecostais da atualidade possam aprender com os grandes exemplos de Pedro e Paulo.
PREGADORES PENTECOSTAIS NÃO MANIPULAM A CONVERSÃO DE VIDAS
É provável que em algum momento de sua vida, ou você testemunhou, ou foi vítima de um pregador manipulador.
Pregadores manipuladores entendem, que a "confirmação" da autenticidade e da espiritualidade da mensagem que pregam depende exclusivamente dos resultados imediatos. Dessa forma, fazem de tudo, usam de todos os artifícios possíveis para que vidas venham à frente diante do seu apelo. Eu mesmo já vi muita coisa desse tipo. Como exemplo, posso citar casos onde o pregador mandou que os visitantes ficassem de pé, dirigindo a palavra para eles, para em seguida tentar de forma clara constrangê-los a vir à frente. Em alguns casos, já vi pregador orientar para que os irmãos arrastassem pelos braços os não crentes.
Pregadores pentecostais precisam entender, que os resultados de uma pregação genuinamente pentecostal nem sempre são imediatos. Há muitas vidas que não aceitam o apelo do pregador, mas levam consigo a mensagem no coração, para futuramente se converterem ao Evangelho de Jesus. O pregador só precisa ter a consciência que orou, estudou a Palavra e colocou a mensagem sob a direção do Espírito.
Quando lemos nas Escrituras o registro da primeira pregação pentecostal, encontramos lá o seguinte trecho:
"Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar. Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas." (At 2.36-41)
Extraímos do texto acima as seguintes lições:
- Pregadores pentecostais não pregam o que as pessoas gostariam de ouvir. Pregam o que elas precisam ouvir, possibilitando dessa forma, que tomem consciência da sua condição de pecadores;
- Pregadores pentecostais não pregam apenas às emoções de seus ouvintes. Pregam também à sua vontade e intelecto;
- Pregadores pentecostais simplesmente pregam. A palavra deve ser aceita pelos ouvintes, e não imposta aos ouvintes.
Preguemos dessa forma, e deixemos que o Espírito Santo trabalhe no coração dos nossos ouvintes.
PREGADORES PENTECOSTAIS NÃO TENTAM MANIPULAR O PODER E O MOVER DO ESPÍRITO
A manipulação do poder do Espírito é algo impossível de ser realizado. Os homens podem ser manipulados, mas o Espírito nunca. Com o objetivo de demonstrar poder e autoridade espiritual, alguns pregadores usam e abusam das mais estranhas práticas, fazem e falam as mais absurdas bobagens. Pulam, gritam, choram, riem, deitam, correm, afirmam estar vendo anjos e fogo, profetizam, agonizam, tudo isso para tentar impressionar o público, que quando ingênuo, acaba acreditando no que falam, e fica admirado com o que observa.
Não estou afirmando que o pregador deve ser uma máquina no púlpito, que não pode expressar suas emoções e sentimentos. Falo é dos exageros das pseudas demonstrações de poder. Um exemplo de pregação poderosa pode ser vista em Atos 10.44-46:
"E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus. "
Pregadores pentecostais não precisam tentar manipular o poder do Espírito. Só precisam pregar no poder do Espírito.
PREGADORES PENTECOSTAIS NÃO PREGAM APENAS ÀS MULTIDÕES
Na sociedade do espetáculo, quanto maior o público, melhor. Pregadores genuinamente pentecostais pregam para cem mil ouvintes, e com a mesma motivação pregam para apenas um ouvinte.
O diácono e evangelista Filipe foi um pregador pentecostal que atraiu multidões:
"Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo. As multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava. Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados. E houve grande alegria naquela cidade." (At 8.5-8)
Na hora que precisou deixar as multidões, para na direção do Senhor pregar a um só homem, Filipe não esitou e nem desanimou. Cumpriu com humildade e excelência a tarefa que lhe foi dada:
"Um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Dispõe-te e vai para o lado do Sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto. Ele se levantou e foi. Eis que um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todo o seu tesouro, que viera adorar em Jerusalém, estava de volta e, assentado no seu carro, vinha lendo o profeta Isaías. Então, disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha-o. Correndo Filipe, ouviu-o ler o profeta Isaías e perguntou: Compreendes o que vens lendo? Ele respondeu: Como poderei entender, se alguém não me explicar? E convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: Foi levado como ovelha ao matadouro; e, como um cordeiro mudo perante o seu tosquiador, assim ele não abriu a boca. Na sua humilhação, lhe negaram justiça; quem lhe poderá descrever a geração? Porque da terra a sua vida é tirada. Então, o eunuco disse a Filipe: Peço-te que me expliques a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro? Então, Filipe explicou; e, começando por esta passagem da Escritura, anunciou-lhe a Jesus. Seguindo eles caminho fora, chegando a certo lugar onde havia água, disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que seja eu batizado? {Filipe respondeu: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.} Então, mandou parar o carro, ambos desceram à água, e Filipe batizou o eunuco." (At 8.26-38)
Pregadores pentecostais podem até atrair multidões, mas não se apegam à elas.
Que o Senhor, neste início de século, levante muitos pregadores genuinamente pentecostais para uma grande semeadura, e para uma maravilhosa colheita em todo o mundo!
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
CREIO…MAS NÃO ACREDITO
O Credo Apostólico e algumas de suas desconstruções e distorções na igreja pós-moderna.
Creio em Deus Pai Todo-Poderoso criador do céu e da terra…
Mas não acredito no deus coadjuvante da teologia da prosperidade, o deus desesperado procurando agradar para ser aceito, como alguém com problema de auto-estima. Também não creio no deus totalmente submisso de algumas teologias em voga, um deus refém do nosso livre-arbítrio. Ou ainda, um deus que não é soberano para quem o futuro é tão incerto quanto para qualquer um de nós, por isso nos chama para uma parceria nessa construção do futuro.
Creio em Jesus Cristo, Filho unigênito…
E em seu ministério terreno: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo e nos confiou a palavra da reconciliação” 2Co.5.18.
Mas não acredito, e me recuso a fazer parte da confraria dos pregadores sem dono. Esses mesmos que saem por aí com uma Bíblia, uma toalhinha, uma roupa chamativa e um monte de frasesinhas feitas (digo ocas) na cabeça (idem). Cheio de motivações torpes, dentre as quais se destaca o avivamento “caça-níquel-com-prazo-de-validade”. A Bíblia, mero detalhe… A toalhinha faz parte da performance, no fim das contas a mensagem é só para garantir o retorno nas próximas festas, e a oferta, bom deixa pra lá…
Creio no Espírito Santo…
E na continuidade de seus dons e na distribuição conforme lhe apraz. Mas não acredito nas “profetadas”, coisa mais patética! Às vezes infestam nossos cultos “sem poder” (digo o culto) da forma mais monótona. Antigamente havia pelo menos certo “clima”, não importa se era forjado (digo o clima), hoje não tem nem clima vai à seco mesmo, é só começar um “zum-zum-zum” e lá está o tal profeta “eis que digo: tenho me agradado…” do que ? Perguntar não ofende…
Creio na Santa Igreja universal…
Mas não acredito na igreja que rompeu de vez com o sagrado, cujo culto está mais para programa de auditório, às vezes até daqueles bizarros, adorando o grande “deus entretenimento”, como bem disse A.W.Tozer. Também não acredito na igreja imperial que vive somente para se manter ou manter a cúpula, no fim é a mesma coisa. Não creio na igreja que perdeu o propósito de ser “coluna e esteio da verdade” para ser mais uma divulgadora dos best-sellers de auto-ajuda, ao invés de buscar ajuda do alto. Não acredito nas igrejas de nomes imponentes, que só expressam a megalomania dos seus lideres, puro marketing!
Creio na comunhão dos santos…Sim, creio na comum unidade da Igreja, mas não acredito na comunidade das picuinhas intermináveis, sempre pelos motivos mais banais, claro, gente rasa não briga por coisas profundas. Os conteúdos estão fora de qualquer questão, o que incomoda mesmo são as aparências, os rótulos e os formatos. Como bem cantou João Alexandre “ali ninguém conhece a essência, tão somente a aparência de viver em comunhão”.
Àquele que não nos confunde seja a Glória para Sempre!
Creio em Deus Pai Todo-Poderoso criador do céu e da terra…
Mas não acredito no deus coadjuvante da teologia da prosperidade, o deus desesperado procurando agradar para ser aceito, como alguém com problema de auto-estima. Também não creio no deus totalmente submisso de algumas teologias em voga, um deus refém do nosso livre-arbítrio. Ou ainda, um deus que não é soberano para quem o futuro é tão incerto quanto para qualquer um de nós, por isso nos chama para uma parceria nessa construção do futuro.
Creio em Jesus Cristo, Filho unigênito…
E em seu ministério terreno: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo e nos confiou a palavra da reconciliação” 2Co.5.18.
Mas não acredito, e me recuso a fazer parte da confraria dos pregadores sem dono. Esses mesmos que saem por aí com uma Bíblia, uma toalhinha, uma roupa chamativa e um monte de frasesinhas feitas (digo ocas) na cabeça (idem). Cheio de motivações torpes, dentre as quais se destaca o avivamento “caça-níquel-com-prazo-de-validade”. A Bíblia, mero detalhe… A toalhinha faz parte da performance, no fim das contas a mensagem é só para garantir o retorno nas próximas festas, e a oferta, bom deixa pra lá…
Creio no Espírito Santo…
E na continuidade de seus dons e na distribuição conforme lhe apraz. Mas não acredito nas “profetadas”, coisa mais patética! Às vezes infestam nossos cultos “sem poder” (digo o culto) da forma mais monótona. Antigamente havia pelo menos certo “clima”, não importa se era forjado (digo o clima), hoje não tem nem clima vai à seco mesmo, é só começar um “zum-zum-zum” e lá está o tal profeta “eis que digo: tenho me agradado…” do que ? Perguntar não ofende…
Creio na Santa Igreja universal…
Mas não acredito na igreja que rompeu de vez com o sagrado, cujo culto está mais para programa de auditório, às vezes até daqueles bizarros, adorando o grande “deus entretenimento”, como bem disse A.W.Tozer. Também não acredito na igreja imperial que vive somente para se manter ou manter a cúpula, no fim é a mesma coisa. Não creio na igreja que perdeu o propósito de ser “coluna e esteio da verdade” para ser mais uma divulgadora dos best-sellers de auto-ajuda, ao invés de buscar ajuda do alto. Não acredito nas igrejas de nomes imponentes, que só expressam a megalomania dos seus lideres, puro marketing!
Creio na comunhão dos santos…Sim, creio na comum unidade da Igreja, mas não acredito na comunidade das picuinhas intermináveis, sempre pelos motivos mais banais, claro, gente rasa não briga por coisas profundas. Os conteúdos estão fora de qualquer questão, o que incomoda mesmo são as aparências, os rótulos e os formatos. Como bem cantou João Alexandre “ali ninguém conhece a essência, tão somente a aparência de viver em comunhão”.
Àquele que não nos confunde seja a Glória para Sempre!
BOM PARA REFLETIR
Tentações de um pregador pós-moderno - 08/11/2007
Ednilson Correia de Abreu
Nestes tempos de massificação evangélica, de febre pelo crescimento acelerado, da identificação de sucesso eclesial e ministerial via crescimento numérico criando uma identificação perigosa de vitória espiritual com números sempre crescentes, da busca de platéias cheias e empolgadas, da busca intensa pelo sentir em detrimento do pensar, refletir e agir. O pregador destes tempos pós-modernos, quase ultra-modernos, está exposto há algumas tentações que não diria serem novas, mas afirmo estarem mais exacerbadas hoje.
O mundo evangélico atual é muito competitivo, no sentido negativo do termo, a linguagem “marketeira” e psicológica invadiu a igreja e assim ele acaba absorvendo também muitos valores seculares do mundo bussiness e “terapêutico’”.
Nesta atmosfera o pregador acaba sendo tentado em algumas direções perigosas que quero destacar nesta reflexão para fins de análise.
A tentação de produzir o miraculoso - Sabemos que qualquer efeito considerado além do normal produz um impacto quase instantâneo nas massas, o pregador pós-moderno se vê tentado a produzir ele mesmo evidências do miraculoso em sua ministração, através de uma atmosfera estrategicamente preparada: luzes, sons, palavras chaves, gestualismos excêntricos, e ênfases proclamadas aos gritos, além de intensas expressões emocionais podem gerar uma aparência de miraculoso altamente atraente àqueles que desejam autenticar sua pregação com “sinais” miraculosos. Levando o pregador muitas vezes a buscar a qualquer custo derrubar uma meia dúzia e atirar “revelações” a esmo, para de todas as formas “ganhar alguns”.
Produzindo assim a imagem de um homem acima dos outros homens.
A tentação do sensacional – muito próximo a anterior, com a diferença de que neste caso o pregador parece mais um "showman", com performances teatrais às vezes extremas, onde pelo seu carisma pessoal ele consegue manter a adrenalina do povo em alta, mantendo um intenso controle das ações com atos espetaculosos como saltos, gritos e uma oratória peculiar, levando a platéia do delírio ao silêncio total sob o seu comando. Gerando expectativas de que há qualquer momento o céu pode se abrir e o arrebatamento pode ocorrer somente naquele lugar.
O sensacionalismo atrai multidões e o pregador se apresenta como detentor do controle total capaz de conduzir as massas em qualquer direção.
A tentação do poder inusitado – é a busca de se estar sempre trazendo algo novo pela necessidade de se manter o povo interessado na última novidade capaz de levá-los aos limites das “bênçãos” celestiais. Um novo tipo de unção, um novo tipo de campanha, um novo tipo de pregador e pregação e etc. A apresentação de uma conexão direta com os seres angelicais e de um conhecimento das hierarquias nem biblicamente reveladas. Um esoterismo "gospel" ganha espaço, apresentando o pregador como uma figura inusitada capaz de trazer algo nunca antes conhecido, nem mesmo pelos apóstolos bíblicos. O inusitado muitas vezes beira o grotesco, mas se firma por se apresentar como novo, pois no inconsciente da comunidade se algo é visto como velho vê-se como fraco, ultrapassado e ineficaz.
O pregador é visto como o responsável por sempre criar um novo efeito e trazer algo inusitado a qualquer custo, pois na paróquia ao lado algo “novo” pode estar acontecendo.
A tentação dos atalhos imediatistas – é a busca de soluções rápidas para grandes questões na vida, crescimento espiritual instantâneo, santidade plena em um só encontro de fim de semana, autoridade máxima em uma campanha de poder, ordenação pastoral em 24 lições. Em fim não há tempo a perder, vivemos na era do fast-food, e a igreja precisa correr contra o tempo, atalhos são buscados e a confusão está feita.
Ignora-se que Deus trabalha através de processos na nossa vida, e que o próprio processo faz parte do seu sábio agir.
A clonagem já existe no meio evangelho há muito tempo, basta olhar como são produzidos em série alguns pregadores hoje, onde os trejeitos, gestos e até defeitos físicos são imitados dos seus líderes maiores, como se isso fosse parte do segredo e da busca do sucesso ministerial.
Os pregadores buscam segurar as pessoas através de processos rápidos de assimilação eclesiástica, pois o “mercado” é feroz. Gerando atalhos imediatistas perigosos e igrejas cheias de superficialismo.
A tentação do relativismo teológico – um relativismo inconseqüente cresce a cada dia. Tendo em vista a liberdade e a fragilidade para a formação de perspectivas de temas como a pessoa de Deus, a igreja, a vida cristã e outros temas chaves da fé. Não há muito ensino, Há muita emoção, o nível de emoções sentidas acaba se transformando no padrão de qualidade da fé. O conteúdo da fé muitas vezes acaba ignorado. O mais importante passa a ser os sentidos não os pensamentos. Acaba tudo ficando no mundo relativo daquilo que cada crente acha, a partir de seu sentir, levando o pregador a referendar o seu sucesso pelo poder que ele tem de arrancar expressões bastante emocionais do povo a ele exposto e não pelo nível de transformação de vida que a experiência de vivencia compreensiva da fé pode produzir. Verdade e erro se misturam, produzindo gerações de crentes confusos e até supersticiosos.
A tentação do status vocabular – as palavras têm peso, elas são ferramentas ou símbolos que usados estrategicamente produzirão resultados bem específicos. Um adjetivo ou verbo colocado dentro de determinados contextos trazem em si uma carga de significados capaz de gerar reações e respostas bastantes características dentro do momento e ambiente em que são utilizadas. Daí a proliferação de expressões como:
“Eu profetizo...” Pois isso causa mais impacto do que dizer: “eu desejo que...”; “eu determino...”, pois é mais forte do que: “eu oro para que...”.
A popularização de títulos eclesiásticos como apóstolos, (já ouvi falar até em apóstolo arcanjo), soam mais fortes do que simplesmente pastor.
Estas expressões produzem status, um status vocabular por se estabelecerem através do uso dos símbolos/palavra em um contexto sensível a receber o impacto que a palavra/símbolo tem como ferramenta de comunicação.
Neste contexto o pregador se vê usando jargões que ele mesmo não entende suas implicações, mas o faz pelo modismo que se estabeleceu e pela autoridade que lhe parece auferir.
Faço estas observações com o fim de nos levar a pensar no empobrecimento e perigo que corremos quando nos afastamos da simplicidade do evangelho e nos deixamos enredar pelos apelos tentadores e estranhos que o mundo nos faz.
Estas tentações e outras estão por ai todos os dias, a nos convidar, como pregadores, a que nos desviemos da rota de levar pessoas ao conhecimento de Cristo e a crescerem à sua semelhança no contexto de igrejas sadias que cresçam de verdade em todos os aspectos e direções o crescimento que vem de Deus e não por ações artificialmente engendradas, alimentadas por tentações como as acima citadas.
Sejamos pregadores bíblicos que anunciam o evangelho ao mundo em todas as suas épocas, não sejamos pregadores de épocas que anunciam ao mundo uma mensagem truncada, travestida de evangelho.
Entre tantos conselhos preciosos, Paulo nos lembra que a prevenção para não cairmos nestas tentações listadas acima, passa pelo cuidado com a nossa própria vida com Deus e pelo zelo daquilo que ensinamos (doutrina), conforme Paulo fala a Timóteo dizendo:
“Atente bem para a sua própria vida e para a doutrina, perseverando nesses deveres, pois, agindo assim, você salvará tanto a si mesmo quanto aos que o ouvem.” (1 Tm 4.16 NVI) E pela dependência do poder que deve permear todo o nosso ministério, conforme testemunha o mesmo Apóstolo afirmando:
“Minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistiram de demonstração do poder do Espírito, para que a fé que vocês têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus.”(1 Co. 2.4-5).
Precisamos ser pregadores corretos e poderosos, que edificam igrejas poderosas e equilibradas, marcadas pela presença e pelo agir soberano de Deus.
Que o Senhor tenha misericórdia de nós e nos abençoe.
Ednilson Correia de Abreu é Pastor da Primeira Igreja Batista em Ecoporanga-ES.
Ednilson Correia de Abreu
Nestes tempos de massificação evangélica, de febre pelo crescimento acelerado, da identificação de sucesso eclesial e ministerial via crescimento numérico criando uma identificação perigosa de vitória espiritual com números sempre crescentes, da busca de platéias cheias e empolgadas, da busca intensa pelo sentir em detrimento do pensar, refletir e agir. O pregador destes tempos pós-modernos, quase ultra-modernos, está exposto há algumas tentações que não diria serem novas, mas afirmo estarem mais exacerbadas hoje.
O mundo evangélico atual é muito competitivo, no sentido negativo do termo, a linguagem “marketeira” e psicológica invadiu a igreja e assim ele acaba absorvendo também muitos valores seculares do mundo bussiness e “terapêutico’”.
Nesta atmosfera o pregador acaba sendo tentado em algumas direções perigosas que quero destacar nesta reflexão para fins de análise.
A tentação de produzir o miraculoso - Sabemos que qualquer efeito considerado além do normal produz um impacto quase instantâneo nas massas, o pregador pós-moderno se vê tentado a produzir ele mesmo evidências do miraculoso em sua ministração, através de uma atmosfera estrategicamente preparada: luzes, sons, palavras chaves, gestualismos excêntricos, e ênfases proclamadas aos gritos, além de intensas expressões emocionais podem gerar uma aparência de miraculoso altamente atraente àqueles que desejam autenticar sua pregação com “sinais” miraculosos. Levando o pregador muitas vezes a buscar a qualquer custo derrubar uma meia dúzia e atirar “revelações” a esmo, para de todas as formas “ganhar alguns”.
Produzindo assim a imagem de um homem acima dos outros homens.
A tentação do sensacional – muito próximo a anterior, com a diferença de que neste caso o pregador parece mais um "showman", com performances teatrais às vezes extremas, onde pelo seu carisma pessoal ele consegue manter a adrenalina do povo em alta, mantendo um intenso controle das ações com atos espetaculosos como saltos, gritos e uma oratória peculiar, levando a platéia do delírio ao silêncio total sob o seu comando. Gerando expectativas de que há qualquer momento o céu pode se abrir e o arrebatamento pode ocorrer somente naquele lugar.
O sensacionalismo atrai multidões e o pregador se apresenta como detentor do controle total capaz de conduzir as massas em qualquer direção.
A tentação do poder inusitado – é a busca de se estar sempre trazendo algo novo pela necessidade de se manter o povo interessado na última novidade capaz de levá-los aos limites das “bênçãos” celestiais. Um novo tipo de unção, um novo tipo de campanha, um novo tipo de pregador e pregação e etc. A apresentação de uma conexão direta com os seres angelicais e de um conhecimento das hierarquias nem biblicamente reveladas. Um esoterismo "gospel" ganha espaço, apresentando o pregador como uma figura inusitada capaz de trazer algo nunca antes conhecido, nem mesmo pelos apóstolos bíblicos. O inusitado muitas vezes beira o grotesco, mas se firma por se apresentar como novo, pois no inconsciente da comunidade se algo é visto como velho vê-se como fraco, ultrapassado e ineficaz.
O pregador é visto como o responsável por sempre criar um novo efeito e trazer algo inusitado a qualquer custo, pois na paróquia ao lado algo “novo” pode estar acontecendo.
A tentação dos atalhos imediatistas – é a busca de soluções rápidas para grandes questões na vida, crescimento espiritual instantâneo, santidade plena em um só encontro de fim de semana, autoridade máxima em uma campanha de poder, ordenação pastoral em 24 lições. Em fim não há tempo a perder, vivemos na era do fast-food, e a igreja precisa correr contra o tempo, atalhos são buscados e a confusão está feita.
Ignora-se que Deus trabalha através de processos na nossa vida, e que o próprio processo faz parte do seu sábio agir.
A clonagem já existe no meio evangelho há muito tempo, basta olhar como são produzidos em série alguns pregadores hoje, onde os trejeitos, gestos e até defeitos físicos são imitados dos seus líderes maiores, como se isso fosse parte do segredo e da busca do sucesso ministerial.
Os pregadores buscam segurar as pessoas através de processos rápidos de assimilação eclesiástica, pois o “mercado” é feroz. Gerando atalhos imediatistas perigosos e igrejas cheias de superficialismo.
A tentação do relativismo teológico – um relativismo inconseqüente cresce a cada dia. Tendo em vista a liberdade e a fragilidade para a formação de perspectivas de temas como a pessoa de Deus, a igreja, a vida cristã e outros temas chaves da fé. Não há muito ensino, Há muita emoção, o nível de emoções sentidas acaba se transformando no padrão de qualidade da fé. O conteúdo da fé muitas vezes acaba ignorado. O mais importante passa a ser os sentidos não os pensamentos. Acaba tudo ficando no mundo relativo daquilo que cada crente acha, a partir de seu sentir, levando o pregador a referendar o seu sucesso pelo poder que ele tem de arrancar expressões bastante emocionais do povo a ele exposto e não pelo nível de transformação de vida que a experiência de vivencia compreensiva da fé pode produzir. Verdade e erro se misturam, produzindo gerações de crentes confusos e até supersticiosos.
A tentação do status vocabular – as palavras têm peso, elas são ferramentas ou símbolos que usados estrategicamente produzirão resultados bem específicos. Um adjetivo ou verbo colocado dentro de determinados contextos trazem em si uma carga de significados capaz de gerar reações e respostas bastantes características dentro do momento e ambiente em que são utilizadas. Daí a proliferação de expressões como:
“Eu profetizo...” Pois isso causa mais impacto do que dizer: “eu desejo que...”; “eu determino...”, pois é mais forte do que: “eu oro para que...”.
A popularização de títulos eclesiásticos como apóstolos, (já ouvi falar até em apóstolo arcanjo), soam mais fortes do que simplesmente pastor.
Estas expressões produzem status, um status vocabular por se estabelecerem através do uso dos símbolos/palavra em um contexto sensível a receber o impacto que a palavra/símbolo tem como ferramenta de comunicação.
Neste contexto o pregador se vê usando jargões que ele mesmo não entende suas implicações, mas o faz pelo modismo que se estabeleceu e pela autoridade que lhe parece auferir.
Faço estas observações com o fim de nos levar a pensar no empobrecimento e perigo que corremos quando nos afastamos da simplicidade do evangelho e nos deixamos enredar pelos apelos tentadores e estranhos que o mundo nos faz.
Estas tentações e outras estão por ai todos os dias, a nos convidar, como pregadores, a que nos desviemos da rota de levar pessoas ao conhecimento de Cristo e a crescerem à sua semelhança no contexto de igrejas sadias que cresçam de verdade em todos os aspectos e direções o crescimento que vem de Deus e não por ações artificialmente engendradas, alimentadas por tentações como as acima citadas.
Sejamos pregadores bíblicos que anunciam o evangelho ao mundo em todas as suas épocas, não sejamos pregadores de épocas que anunciam ao mundo uma mensagem truncada, travestida de evangelho.
Entre tantos conselhos preciosos, Paulo nos lembra que a prevenção para não cairmos nestas tentações listadas acima, passa pelo cuidado com a nossa própria vida com Deus e pelo zelo daquilo que ensinamos (doutrina), conforme Paulo fala a Timóteo dizendo:
“Atente bem para a sua própria vida e para a doutrina, perseverando nesses deveres, pois, agindo assim, você salvará tanto a si mesmo quanto aos que o ouvem.” (1 Tm 4.16 NVI) E pela dependência do poder que deve permear todo o nosso ministério, conforme testemunha o mesmo Apóstolo afirmando:
“Minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistiram de demonstração do poder do Espírito, para que a fé que vocês têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus.”(1 Co. 2.4-5).
Precisamos ser pregadores corretos e poderosos, que edificam igrejas poderosas e equilibradas, marcadas pela presença e pelo agir soberano de Deus.
Que o Senhor tenha misericórdia de nós e nos abençoe.
Ednilson Correia de Abreu é Pastor da Primeira Igreja Batista em Ecoporanga-ES.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
O Calvinismo Leva ao Universalismo
Roger E. Olson
Está bem, talvez o Calvinismo não leva ao Universalismo inexoravelmente – como se todo calvinista devesse tornar-se um universalista. Entretanto, muitos teólogos universalistas proeminentes são/eram reformados e criam que seus conceitos calvinistas da soberania de Deus os compeliam finalmente a abraçar o Universalismo.
Dois notáveis exemplos vêm à mente: Friedrich Schleiermacher e Karl Barth. Sim, eu sei que alguns reformados rejeitarão um ou ambos – como não verdadeiramente reformado. Entretanto, alguém não consegue ler The Christian Faith de Schleiermacher e não perceber seus vigorosos princípios calvinistas. Para Schleiermacher Deus é a realidade toda-determinante e é por isso que ele rejeita a oração petitória – porque ela implica que Deus já não sabe o que é melhor. Para Schleiermacher, qualquer coisa que esteja acontecendo, incluindo o pecado e o mal, foi preordenado e tornado certo por Deus.
Schleiermacher abraçou o Universalismo porque ele não conseguia reconciliar o Deus de Jesus Cristo todo-determinante com o inferno. Se Deus é amor e todo-determinante, devemos concluir que há um propósito amoroso para tudo que acontece. Se Deus é o autor do pecado e do mal, então a punição eterna de pecadores no inferno é injusta. Schleiermacher o calvinista percebia a questão claramente e tirou a única conclusão lógica de sua elevada visão do amor e soberania de Deus.
Apesar de todas as suas diferenças de Schleiermacher, Karl Barth seguiu o mesmo caminho básico do Calvinismo ao Universalismo. Eu sei que alguns estudiosos de Barth não creem que ele foi universalista e que ele não adotou esse rótulo. Mas eu creio que o Universalismo está implícito em sua doutrina da eleição na qual se diz que Jesus é o único homem reprovado. Barth notoriamente declarou que nosso “não” a Deus não pode resistir ao “sim” de Deus a nós em Jesus Cristo. Para Barth, Deus é “Aquele que ama em liberdade”. Deus é também todo-determinante em sua soberania. Barth chamava sua soteriologia de “supralapsarianismo purificado” – purificado do inferno, mas todavia supralapsário! Barth percebia corretamente que a lógica interna do Calvinismo deve levar ao Universalismo SE ele levar a sério o amor como natureza de Deus.
A única maneira de um calvinista evitar o Universalismo é transformar Deus em um monstro moral que para sua própria glória condena ao inferno pessoas que ele poderia salvar. Uma vez que você entende, entretanto, que o inferno é totalmente desnecessário porque a cruz foi uma revelação suficiente da justiça de Deus, o inferno torna-se não apenas supérfluo, mas completamente injusto.
Digo algumas vezes que SE eu pudesse ser universalista, eu poderia ser calvinista. Bem, eu ainda teria o problema da responsabilidade humana. Mas meu ponto é que eu não me importo com o livre-arbítrio exceto na medida em que ele é necessário para explicar por que um Deus de amor permite que algumas pessoas pereçam eternamente. Se eu pudesse crer que Deus salva a todos incondicionalmente, que é o que eu penso que Barth cria, eu poderia ser calvinista. Uma razão de não poder ser calvinista é porque ser calvinista exigiria de mim que eu lançasse fora todos os textos bíblicos sobre o inferno porque eu não teria interesse em até mesmo ser cristão se o Deus do Cristianismo fosse um monstro moral.
Roger E. Olson
Está bem, talvez o Calvinismo não leva ao Universalismo inexoravelmente – como se todo calvinista devesse tornar-se um universalista. Entretanto, muitos teólogos universalistas proeminentes são/eram reformados e criam que seus conceitos calvinistas da soberania de Deus os compeliam finalmente a abraçar o Universalismo.
Dois notáveis exemplos vêm à mente: Friedrich Schleiermacher e Karl Barth. Sim, eu sei que alguns reformados rejeitarão um ou ambos – como não verdadeiramente reformado. Entretanto, alguém não consegue ler The Christian Faith de Schleiermacher e não perceber seus vigorosos princípios calvinistas. Para Schleiermacher Deus é a realidade toda-determinante e é por isso que ele rejeita a oração petitória – porque ela implica que Deus já não sabe o que é melhor. Para Schleiermacher, qualquer coisa que esteja acontecendo, incluindo o pecado e o mal, foi preordenado e tornado certo por Deus.
Schleiermacher abraçou o Universalismo porque ele não conseguia reconciliar o Deus de Jesus Cristo todo-determinante com o inferno. Se Deus é amor e todo-determinante, devemos concluir que há um propósito amoroso para tudo que acontece. Se Deus é o autor do pecado e do mal, então a punição eterna de pecadores no inferno é injusta. Schleiermacher o calvinista percebia a questão claramente e tirou a única conclusão lógica de sua elevada visão do amor e soberania de Deus.
Apesar de todas as suas diferenças de Schleiermacher, Karl Barth seguiu o mesmo caminho básico do Calvinismo ao Universalismo. Eu sei que alguns estudiosos de Barth não creem que ele foi universalista e que ele não adotou esse rótulo. Mas eu creio que o Universalismo está implícito em sua doutrina da eleição na qual se diz que Jesus é o único homem reprovado. Barth notoriamente declarou que nosso “não” a Deus não pode resistir ao “sim” de Deus a nós em Jesus Cristo. Para Barth, Deus é “Aquele que ama em liberdade”. Deus é também todo-determinante em sua soberania. Barth chamava sua soteriologia de “supralapsarianismo purificado” – purificado do inferno, mas todavia supralapsário! Barth percebia corretamente que a lógica interna do Calvinismo deve levar ao Universalismo SE ele levar a sério o amor como natureza de Deus.
A única maneira de um calvinista evitar o Universalismo é transformar Deus em um monstro moral que para sua própria glória condena ao inferno pessoas que ele poderia salvar. Uma vez que você entende, entretanto, que o inferno é totalmente desnecessário porque a cruz foi uma revelação suficiente da justiça de Deus, o inferno torna-se não apenas supérfluo, mas completamente injusto.
Digo algumas vezes que SE eu pudesse ser universalista, eu poderia ser calvinista. Bem, eu ainda teria o problema da responsabilidade humana. Mas meu ponto é que eu não me importo com o livre-arbítrio exceto na medida em que ele é necessário para explicar por que um Deus de amor permite que algumas pessoas pereçam eternamente. Se eu pudesse crer que Deus salva a todos incondicionalmente, que é o que eu penso que Barth cria, eu poderia ser calvinista. Uma razão de não poder ser calvinista é porque ser calvinista exigiria de mim que eu lançasse fora todos os textos bíblicos sobre o inferno porque eu não teria interesse em até mesmo ser cristão se o Deus do Cristianismo fosse um monstro moral.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
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